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Correio da Manhã

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150 MILHÕES ELEGEM NOVO PRESIDENTE

Mais de 150 milhões de indonésios vão hoje às urnas para participar no primeiro escrutínio presidencial por sufrágio directo daquele que é o mais populoso país muçulmano do Mundo.
5 de Julho de 2004 às 00:00
Segundo as sondagens, a actual presidente, Megawati Sukarnoputri, deverá ser derrotada pelo seu antigo ministro da Segurança, general Susilo Bambang Yudhoyono, o homem que ‘conquistou’ o eleitorado com políticas implacáveis contra o terrorismo.
Yudhoyono é, de facto, o homem que se posiciona desde já para pelo menos passar à segunda volta, em setembro, beneficiando da popularidade decorrente da resposta das forças de segurança aos atentados de Bali, em 2002, com centenas de detenções e dezenas de condenações, incluindo a pena capital para três extremistas islâmicos.
Conhecido pela sua apetência para escrever poesia e para tocar guitarra, Yudhoyono – ou “SBY”, como também lhe chamam – é tido como um homem íntegro, um excelente comunicador e, sobretudo, como um líder firme nos tempos de crise.
Quanto a Megawati, não resistirá à enorme queda de popularidade – as sondagens atribuem-lhes escassos 15 por cento dos votos, contra 40 por cento de Yudhoyono. Números que reflectem a desilusão do eleitorado, que não lhe perdoa o insucesso das suas políticas económicas mas sobretudo o fracasso no combate à corrupção herdada dos tempos do ex-ditador Suharto.
Relativamente aos restantes candidatos ao cargo de presidente da jovem democracia indonésia, um nome sobressai, o conhecido general Wiranto, que também promete combater o terrorismo e aposta na reforma do sistema judicial e em profundas mudanças económicas.
Os outros dois candidatos são Amien Rais, líder do maior movimento extremista islâmico do país, e presidente do Senado.
O grande “outsider” das presidenciais, é Hamzah Haz, vice-presidente do país, que baseou a sua campanha na promessa de aumentar o orçamento para a Saúde e Educação.
Mas este último é visto como um ‘cúmplice’ das políticas de Sukarnoputri e as sondagens atribuem-lhe reduzidas intenções de voto.
Refira-se que o número de indecisos é enorme mas os analistas apostam numa grande afluência às urnas. Acrescente-se que os mesmos analistas dividem-se quanto à possibilidade de o próximo presidente ser escolhido logo na primeira volta.
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