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17 homens executados na Arábia Saudita nas últimas semanas

Em 2022, ocorreram 144 decapitações no país islâmico.
Correio da Manhã 23 de Novembro de 2022 às 14:22
Mohammed bin Salmane
Mohammed bin Salmane FOTO: Reuters
A Arábia Saudita foi acusada de usar o campeonato do mundo de futebol como uma distração depois de ter decapitado 17 pessoas nos últimos 12 dias. Isto aconteceu mesmo após os líderes do país se terem comprometido a não voltar a aplicar a pena de morte em situações não violentas, segundo informação divulgada por um funcionário da ONU este terça-feira.

A porta-voz do gabinete dos Direitos Humanos na ONU, Elizabeth Throssell, condena o ato e considera-o "profundamente lamentável", segundo o jornal britânico Daily Mail. Esta onda de punições, que vitimou quase 20 pessoas, está essencialmente associada a crimes de droga, apesar de a Arábia Saudita ter implementado uma moratória, em 2021, relativa ao uso da pena de morte em casos de crimes não violentos. Assim, as penas de morte deveriam ser somente utilizadas em suspeitos de homicídio ou outros crimes violentos. 

Grande parte das execuções que ocorrem na Arábia Saudita manifestam-se na forma de decapitação. Só em 2022 ocorreram 144 decapitações, valor recorde dos últimos dois anos somados. O país islâmico terá suspendido as execuções durante dois anos, devido à pandemia da Covid-19.

Apesar de o líder saudita, Mohammed bin Salman, ter revelado a respetiva visão de progresso do país, a verdade é que o número de execuções relacionados com crimes de droga tem vindo a aumentar, sendo que muitas destas execuções violentas ocorrem em segredo. Contudo, bin Salman tem vindo a reestruturar outras políticas, como as relativas aos direitos das mulheres - introduziu menos restrições às mulheres da nação ultraconservadora, nomeadamente a possibilidade de se juntarem às forças armadas do país. No entanto, o líder do país islâmico esteve por trás das detenções de ativistas dos direitos das mulheres, segundo o jornal britânico Daily Mail.

O líder saudita, Mohammed bin Salman, marcou presença na cerimónia de abertura do Mundial 2022, que ocorreu este domingo, e sentou-se ao lado do chefe da FIFA, Gianni Infantino.
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