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Correio da Manhã

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Terrorista tinha "tendências" gay

Mateen era presença habitual em discoteca homossexual.
14 de Junho de 2016 às 07:56
Omar Mateen nasceu em 1986
Omar Mateen nasceu em 1986 FOTO: D.R.

O autor do tiroteio numa discoteca 'gay' na cidade norte-americana de Orlando, na Florida, frequentou o local várias vezes, segundo testemunhas citadas na segunda-feira pela imprensa norte-americana. Segundo a ex-mulher, o terrorista apresentava "tendências homossexuais".

 

O ataque perpetrado pelo norte-americano de origem afegã Omar Mateen na madrugada de sábado para domingo causou 49 mortos e 53 feridos.

 

Cliente habitual da discoteca gay

"Por vezes ele ficava num canto e bebia sozinho, noutras ficava totalmente descontrolado e era agressivo", disse Ty Smith ao jornal Orlando Sentinel, sobre Omar Mateen.

 

Esta testemunha disse que viu o atirador de 29 anos pelo menos uma dúzia de vezes no interior da discoteca 'gay'.

 

"Nós nunca falámos realmente com ele, mas lembro-me de ele dizer coisas sobre o seu pai", precisou Ty Smith. "Ele disse-nos que tinha uma mulher e um filho", acrescentou.

 

Outro cliente da discoteca disse ao Los Angeles Times que Omar Mateen lhe tinha enviado uma mensagem através da aplicação ‘Jack’d’ destinada aos 'gays'.

"Tendências homossexuais"

A ex-mulher de Omar Mateen, Sitora Yusufiy, atualmente noiva de um brasileiro, falou com a televisão brasileira SBT.

 

O noivo, Marcio Dias, também deu uma entrevista. Marcio diz que Sitora lhe disse que Omar Mateen tinha "tendências homossexuais" e que o pai de Mateen o chamou de gay várias vezes À frente de Sitora.

 

Sitora Yusufi terá dito ao FBI que Omar poderia ser homosexual e foi proibida de fazer esta revalação a órgãos de comunicação americanos.

Convida colega para "saída romântica"

Um antigo colega de Mateen disse que este o convidou para uma saída romântica.

Sem revelar o nove, o homem diz ter sido colega de Mateen em 2006 na Academia de Polícia ‘River Community College’.

O colega diz que iam a discotecas gay e que um dia Mateen o convidou para uma "saída romântica". Nessa altura, o homem diz que ainda não tinha assumido que era homossexual e que rejeitou o convite.

"Ele só se queria integrar-se mas nunca ninguém gostava dele", acrescenta. '

Radicalização online

Omar Mateen foi seguido pelo FBI, que o interrogou várias vezes, em 2013 e 2014, por "eventuais ligações terroristas". Mas estes interrogatórios não tiveram seguimento.

 

O chefe do FBI, James Comey, disse na segunda-feira que o seu departamento está "altamente convencido" de que Mateen foi "radicalizado" enquanto consumiu propaganda online. Segundo Comey, Mateen declarou lealdade ao líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi numa série de conversas telefónicas com os negociadores da polícia durante as horas que demorou o ataque.

 

No entanto, os investigadores não têm provas ou indícios de que tenha agido sob ordens e orientações de terceiros ou do estrangeiro ou de que fizesse parte de uma rede organizada.

 

A ex-mulher, que revelou um passado marcado por violência conjugal, afirmou que nunca o ouviu falar de terrorismo, escreve a agência AFP.

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