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Correio da Manhã

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Líder do grupo KKK ameaçou queimar jornalista afroamericana

Ilia Calderón foi insultada pelo líder do grupo supremacista.
16 de Agosto de 2017 às 08:53
Líder do grupo KKK ameaçou queimar jornalista afroamericana
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KKK
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Líder do grupo KKK ameaçou queimar jornalista afroamericana
KKK
Líder do grupo KKK ameaçou queimar jornalista afroamericana
Um líder do grupo KKK (Ku Klux Klan) ameaçou queimar a jornalista afroamericana colombiana Ilia Calderón durante uma entrevista em julho, no estado norte-americano da Carolina do Norte, ao canal hispânico Univisión.

O porta-voz da Univisión, José Zamora, disse na terça-feira à agência Efe que a ameaça aconteceu quando Calderón deu uma entrevista, que será transmitida no domingo, ao programa "Aquí y Ahora".

Durante a entrevista, Chris Barker, líder dos "Loyal White Knights", um braço do Ku Klux Klan, disse a Calderón que ela era a primeira afroamericana que pisava o local onde eles se juntavam.

A apresentadora da edição da noite do noticiário da Univisión disse que "nunca tinha experienciado uma agressão pessoal tão profunda".

Barker, porta-estandarte da supremacia branca sobre todas as raças, lançou insultos e chegou a ameaçar a entrevistadora dizendo que a queimaria, indicou a Univisión.

"O meu objetivo principal era viver esta experiência e contá-la, para que as pessoas entendam o que está na cabeça deles e saibam ao que se podem expor lá fora", explicou a jornalista.

No passado dia 8 de julho, os "Loyal White Knights" participaram numa marcha em Virgínia para protestar contra o plano de remover a estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque.

O debate sobre as estátuas e símbolos confederados emergiu nos Estados Unidos depois de Dylann Roof, um jovem supremacista fascinado com a Confederação, assassinar, em junho de 2015, nove afroamericanos numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul.

No sábado passado, outro jovem supremacista branco, James Fields, matou uma mulher ao investir com o seu carro contra uma manifestação antirracista em Charlottesville (Virgínia).

Essa manifestação rejeitava a presença na cidade de grupos de extrema direita que protestavam contra a decisão do autarca local de retirar outra estátua do general confederado Robert Lee.

A Confederação agrupou 11 estados do sul que se separaram dos Estados Unidos entre 1861 e 1865, em defesa de um modelo económico baseado na escravatura e contrário ao que era defendido pelos estados do norte.

A Confederação combateu a União (estados do norte) durante a Guerra da Secessão (1861-1865), que causou mais de 600 mil mortos.
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