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Terrorista mata três pessoas em basílica de Nice

Pelo menos uma das vítimas foi decapitada pelo atacante, um imigrante tunisino que chegou à Europa há pouco mais de um mês.

30 de outubro de 2020 às 01:30

Um terrorista islâmico matou esta quinta-feira três pessoas à facada dentro da Basílica de Notre-Dame de Nice, no Sul de França. Pelo menos uma das vítimas foi decapitada pelo agressor, um imigrante tunisino de 21 anos que chegou à Europa há pouco mais de um mês e sem ligações conhecidas a grupos radicais. O terrorista foi atingido a tiro pela polícia e encontra-se detido no hospital.

O ataque ocorreu por volta das 9h da manhã (menos uma hora em Lisboa), pouco depois de a basílica ter aberto as portas. No interior encontravam-se apenas alguns fiéis e o sacristão, que foi o primeiro a ser atacado. As outras vítimas são uma septuagenária, que foi degolada enquanto rezava, e uma mulher na casa dos 30 anos. Esta última vítima, gravemente ferida, ainda conseguiu fugir da basílica e pedir ajuda num café, onde acabou por morrer. Segundo a polícia, pelo menos uma das vítimas terá sido decapitada, embora esta quinta-feira houvesse informações contraditórias sobre se teria sido a idosa ou o sacristão.

A polícia chegou ao local em poucos minutos e feriu a tiro o terrorista ainda no interior da igreja. Enquanto estava a ser assistido, o homem gritou várias vezes “Alá é grande”, revelou o presidente da Câmara de Nice, Christian Estrosi, que não conseguiu esconder a sua revolta. “Basta! Está na hora de a França se livrar deste islamofascismo de uma vez por todas”, afirmou.

O terrorista foi identificado como Brahim Aoussaoui, de 21 anos e nacionalidade tunisina. Chegou a Lampedusa, Itália, num barco com refugiados a 21 de setembro. O pedido de asilo foi recusado e recebeu ordem para deixar o país, mas as autoridades perderam-lhe o rasto.

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Revolta contra a França no mundo islâmico

O presidente Emmanuel Macron lançou na altura uma veemente defesa do secularismo e da liberdade de expressão em França, incluindo o direito de publicar as caricaturas do profeta, gerando uma onda de revolta no mundo islâmico, com manifestações em vários países.

Um dos mais críticos foi o PR turco, Tayyip Erdogan, que apelou a um boicote aos produtos franceses e denunciou uma “nova Cruzada” contra o Islão. Na resposta, o ‘Charlie Hebdo’ publicou uma caricatura de Erdogan a levantar a burca de uma mulher, inflamando ainda mais os ânimos.

“França atacada”

O presidente Emmanuel Macron disse que a França voltou a ser atacada por causa dos seus valores e garantiu que os franceses “não cederão ao terror”.

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A polícia deteve esta quinta-feira mais dois homens armados com facas em Sartrouville e Lyon.

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