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38 mortos em colisão entre autocarro e camião de granito em Minas Gerais. Maioria das vítimas morreu carbonizada

Acidente é considerado o mais fatal desde 2007.

21 de dezembro de 2024 às 20:05

Subiu para 38 o número de pessoas mortas dentro de um autocarro interestadual que na madrugada deste sábado colidiu com um camião que carregava um bloco de granito. A viatura de transporte de passageiros acabou por tombar e se incendiar no quilómetro 285 da estrada federal BR 116, na área rural de Teófilo Otoni, no interior do estado brasileiro de Minas Gerais.

O número oficial de mortos ao início da tarde deste sábado era de 21, mas foi aumentando conforme os bombeiros conseguiram aceder à parte de trás do autocarro, onde os corpos de muitos outros passageiros foram encontrados.

De acordo com o agente Fabiano Santana, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que estava no local da tragédia, quase todas as vítimas fatais morreram carbonizadas dentro do autocarro, que ficou transformado numa assustadora amálgama de ferro retorcido e calcinado. O veículo, da empresa Entran, tinha saído de São Paulo com destino a Vitória da Conquista, no estado da Bahia, com 45 passageiros e o motorista, um dos mortos.

Pelo menos 13 pessoas, muitas delas crianças, mesmo feridas conseguiram sair do autocarro logo após a brutal colisão e antes de as chamas terem tomado conta de tudo e impedido a fuga dos outros passageiros. Esses sobreviventes foram levados para três hospitais de Teófilo Otoni, tal como várias outras pessoas que passavam pela estrada no momento da tragédia e saíram dos seus veículos para tentarem salvar quem estava dentro e acabaram por ficar igualmente feridas.

De acordo com dados da PRF, este foi o acidente mais fatal nas estradas federais brasileiras desde 2007, quando esse tipo de controlo começou a ser feito. O mais letal até agora tinha ocorrido em 2011, quando 33 pessoas morreram num acidente envolvendo também um autocarro na cidade de Nova Itarina, na Bahia.

Acidente Brasil
Acidente Brasil FOTO: Reuters

Inicialmente, testemunhas tinham afirmado que o acidente aconteceu depois de um pneu do autocarro ter rebentado e o motorista ter perdido o controlo do veículo e colidido de frente com um camião que carregava granito. Mas apurações da PRF, que ainda precisam de confirmação oficial, dão conta de outra possível realidade.

Segundo a corporação, foi o enorme bloco de granito de várias toneladas que provocou a tragédia ao soltar-se do camião e atingir o autocarro em cheio. Após ser atingido pela gigantesca pedra, o autocarro desgovernou-se, saiu da estrada, capotou e incendiou-se, e o motorista do camião fugiu do local.

Além das pessoas que conseguiram fugir do autocarro e das outras que se feriram ao tentar ajudar, mais três pessoas ficaram feridas, os ocupantes de um carro que vinha logo atrás do autocarro e não conseguiu evitar colidir com a pesado. No local do acidente havia um radar de velocidade ostentando o limite de 60 km por hora e que obrigava os motoristas a reduzir a velocidade para não serem multados, mas o equipamento foi removido porque o prazo de vigência do contrato com a empresa responsável tinha chegado ao fim.

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