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Correio da Manhã

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Rajoy insiste num governo espanhol com PSOE e Ciudadanos

Governante diz que se devem respeitar os resultados das eleições.
5 de Janeiro de 2016 às 11:36
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy FOTO: EPA
O presidente do executivo espanhol, Mariano Rajoy, insistiu esta terça-feira num acordo de governo com o PSOE e o Ciudadanos, para consolidar a recuperação e dar uma mensagem de estabilidade dentro e fora de Espanha.

Numa entrevista na rádio espanhola COPE, citada pela agência noticiosda Efe, Rajoy disse ter optado por defender esse acordo de forma a alcançar um programa de governo, garantindo não ter "linhas vermelhas" para negociar.

Como sublinhou, o acordo seria referendado por 200 deputados e permitiria fazer reformas "com grande apoio", que durariam "muitos anos" e dariam "estabilidade ao país".

Entre as reformas, Rajoy frisou "não estar fechado a nada", mas destacou que "quanto mais apoios" reunir uma reforma constitucional melhor".

"Com mais de 200 deputados pode fazer-se uma reforma constitucional. Talvez com 300 poderia fazer-se algo totalmente diferente, que muitos não poderiam apoiar. Podemos deixar resolvidos muitos problemas durante muitos anos. É uma grande oportunidade", disse.

Respeitar o resultado das eleições
Rajoy insistiu que há que respeitar o resultado das eleições e defendeu a sua tese de que é a melhor opção para este governo encabeçado pelo PP e acordado entre três forças que estão de acordo nos temas essenciais.

O governante advertiu, no entanto, que um governo do PSOE com a "extrema-esquerda" e os partidos nacionalistas seria "mau para os interesses da Espanha", "geraria instabilidade" e "não seria bom nem para a economia nem para a política" do país.

Rajoy assegurou ainda que nenhuma força política sugeriu que ele deixasse de ser candidato a chefe de governo, algo que seria, em qualquer caso, "duvidosamente democrático", apontou.

Segundo assinalou, ao PP, ao PSOE e ao Ciudadanos une-os o que é "fundamental", que é a unidade de Espanha, a soberania nacional, o princípio de igualdade dos espanhóis, a adesão à União Europeia, a política exterior e de defesa, assim como o "grande objetivo de crescer e criar emprego".

"São mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam", realçou.

Nas eleições de 20 de dezembro passado, o PP conquistou 123 mandatos parlamentares, contra os 90 deputados do PSOE. O Podemos conseguiu 69 lugares e o Ciudadanos 40 deputados.
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