A carta revoltada de um médico aos pais que mataram a filha

Marco Vargas, médico num hospital pediátrico na Costa Rica, contou a história de M.
15.12.18
M., uma criança com um ano e dois meses de idade, morreu no dia 10 de Dezembro num hospital pediátrico na Costa Rica. Os maus-tratos da mãe e do padrasto causaram-lhe a morte e, revoltado, um médico contou a sua história no Facebook, pedindo perdão à menina por não a ter conseguido salvar, conta a SÁBADO.

Marco Vargas trabalha no hospital pediátrico há décadas. Na carta que escreveu sobre esta bebé, refere-se a ela como M., e relata a sua entrada nas urgências. Foi trazida pela mãe e pelo padrasto, que já foram detidos. "A notícia é acompanhada por fúria. Profunda, sincera e devastadora fúria humana, aquela que não permite mais do que libertar uma maldição básica contra os que te magoaram, porque ao contrário de dos que costumamos salvar, M. tinha sido maltratada, torturada e ferida mortalmente de propósito", conta.

Na carta, Marco Vargas cita José Saramago: "Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam." "Será que M. estava a chegar ao sítio onde a esperavam?", questiona, referindo-se ao hospital. "Mas o que fez esta pequena? Não sei. (...) Dão-me nojo os que te fizeram tanto mal e peço, rogo e suplico que a tua dor não fique impune. Peço a tua vingança, porque embora não dê paz, marca o princípio do final da tua justiça".


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