Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
3

A falência do gigante das viagens Thomas Cook: Tudo o que deve saber sobre o grupo

Operador turístico entrará em "liquidação imediata".
23 de Setembro de 2019 às 11:35
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou esta segunda-feira falência depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em "liquidação imediata".

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds.

Eis alguns pontos essenciais sobre o grupo Thomas Cook:

A falência do grupo Thomas Cook vai afetar 22 mil funcionários, dos quais nove mil correspondem ao Reino Unido. Após o operador turístico não ter conseguido garantir a sua sobrevivência, as autoridades terão agora que organizar um repatriamento de cerca de 600 mil turistas em todo o mundo, incluindo 150 mil para a Grã-Bretanha.

A operação de repatriamento começa esta segunda-feira e dura até 6 de outubro. Estima-se que serão necessários o dobro dos esforços feitos em 2017, aquando do colapso da companhia aérea Monarch.

A empresa, que lutava contra dificuldades financeiras há alguns anos, vendia pacotes turísticos para 19 milhões de clientes em todo o mundo estando agora 51 destinos afetados em cerca de 16 países onde o grupo operava.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam de pacotes de férias organizados pela operadora de viagens no exterior. Estes não conseguiram sair dos complexos (hotéis e 'resorts') sem pagar os valores decorrentes das estadas, já depois de terem efetuado o mesmo pagamento à Thomas Cook. Vários cidadãos que estavam de férias na Tunísia disseram no domingo à BBC que foram impedidos de sair dos hotéis.

O grupo britânico registou no ano passado perdas avaliadas em 1.500 milhões de libras (cerca de 1.680 milhões de euros), correspondentes ao primeiro semestre do ano fiscal. A empresa, com 178 anos de atividade, tentou até ao último momento garantir o seu futuro, com a sua administração a realizar reuniões de emergência no domingo, num derradeiro esforço para obter 227 milhões de euros em fundos adicionais exigidos pelos bancos, no entanto, a meta para a sobrevivência não foi alcançada.

A Thomas Cook, fundada em 1841 no condado inglês de Leicestershire, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos de que o grupo tivesse novas reservas para o inverno. O grupo possui 105 aeronaves e 200 hotéis e complexos hoteleiros com a sua marca.
Thomas Cook economia negócios e finanças turismo
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)