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Correio da Manhã

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A LONGA ESPERA DE AMINA

Um tribunal de recurso islâmico, do estado nigeriano de Katsina, no Norte do país, decidiu ontem adiar até ao dia 25 de Setembro o veredicto sobre o recurso de Amina Lawal de 31 anos, condenada à morte por apedrejamento em Março do ano passado, por ter dado à luz uma criança, cerca de dois anos depois de se ter divorciado.
28 de Agosto de 2003 às 00:00
A LONGA ESPERA DE AMINA
A LONGA ESPERA DE AMINA FOTO: d.r.
Segundo a Lei Islâmica (Sharia), em vigor na maior parte dos estados do Norte,uma mulher divorciada comete adultério se tiver relações sexuais antes de voltar a casar. O suposto pai da criança, um vizinho de Amina negou qualquer envolvimento com ela e foi absolvido.
Perante uma sala a abarrotar e um forte dispositivo de seguramça, o advogado de defesa de Amina alegou que o tribunal não tinha explicado correctamente em que consistia a Acusação e acrescentou ainda que a criança foi concebida antes da ‘Sharia’ entrar em vigor no estado de Katsina. Depois de escutar a explicação da defesa, o tribunal decidiu então adiar o veredicto do recurso por 29 dias. Refira-se que Amina esteve presente mas em silêncio no tribunal.
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