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Correio da Manhã

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“A minha família está primeiro”

Sarah Palin, ex-governadora do Alasca e estrela maior do movimento Tea Party, desiludiu ontem os seus apoiantes ao anunciar que não será candidata à nomeação republicana para as presidenciais de 2012. Palin, que segundo as sondagens seria uma das poucas figuras republicanas com possibilidades de fazer frente a Barack Obama, justificou a decisão afirmando que "a família está primeiro".
7 de Outubro de 2011 às 01:00
Sarah Palin é uma das figuras mais populares do Partido Republicano
Sarah Palin é uma das figuras mais populares do Partido Republicano FOTO: Tannen Maury/Epa

"Após muita oração e séria ponderação, decidi que não vou procurar a nomeação do Partido Republicano para as presidenciais do próximo ano. Como sempre, a minha família está primeiro e, obviamente, eu e Todd [o marido] pensámos seriamente nas implicações que isso traria para a nossa vida familiar", escreveu Palin, de 47 anos, num comunicado enviado aos apoiantes.

Há meses que a ex-governadora do Alasca vinha alimentado especulações sobre uma possível candidatura à Casa Branca em 2012, reforçadas pela digressão que realizou este Verão por vários estados norte-americanos em busca de apoios.

Extremamente popular, Sarah Palin é uma das figuras mais conhecidas do campo republicano e é tida nas sondagens como uma das poucas com capacidade para enfrentar Obama nas urnas. Mas os sucessivos escândalos na sua vida privada, de que uma recente biografia não autorizada deu conta, terão sido determinantes para deitar por terra as suas aspirações políticas. Não obstante, Palin deixa claro no seu comunicado que não abandonará a política e continuará a ser uma voz de referência da direita norte-americana.

"Nas próximas semanas, ajudarei a coordenar estratégias para assistir na substituição do presidente, na reconquista do Senado e na manutenção da Câmara dos Representantes", assegurou, sublinhando que não tenciona concorrer como independente. "Dividir o voto só beneficiaria Obama", afirmou Palin.

LIVRO DIZ QUE TRAIU MARIDO E CONSUMIU 'COCA'

A biografia não autorizada ‘The Rogue’, do jornalista Joe McGinniss, publicada no mês passado nos EUA, poderá ter sido a machadada final nas aspirações de Palin à presidência. O livro diz, entre outras coisas, que Palin seduziu um professor casado na universidade, traiu

o marido pelo menos duas vezes – uma com um jogador da NBA, antes de se casar, e outra com um sócio do marido, com quem manteve um affair secreto durante seis meses – e que consumiu marijuana e cocaína.

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