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A morte de um cão pode ser mais difícil do que a morte de um familiar ou amigo

Donos sentem que perderam um amigo, um companheiro e muitas vezes uma criança que protegem como um filho.
29 de Novembro de 2019 às 09:58
Cão
Cão FOTO: Getty Images
Diz-se muitas vezes que as pessoas que não tem animais de estimação não entendem o amor que se sente por eles. A verdade é que quando o companheiro de quatro patas morre, os que não têm um animal de estimação põem em causa o "exagero" das emoções porque afinal "é só um cão".

Segundo um estudo, a maioria das pessoas que perde o animal de estimação sente uma dor equiparável à perda de um amigo ou de um familiar.

Como vai ser depois do meu cão morrer? Muitos são os donos que se questionam sobre este assunto e a verdade é que o facto de não haver um hábito cultural, como funeral ou um obituário no jornal local, dificulta ainda mais o processo.

O antropólogo Brian Hare desenvolveu uma teoria em que explica como decorreu o desenvolvimento da espécie do cão. Os canídios tiveram de se adaptar à vida dos humanos nos últimos 10 mil anos e fizeram-no muito bem.

O cão aprendeu a passar ao homem um feedback sempre positivo e está sempre atento ao ser humano. Há estudos que explicam que o cérebro do cão responde aos elogios do dono tão fortemente como à comida. E muitas vezes, respondem mais aos elogios do que à comida.

A psicóloga Julie Axelrod explicou que a perda de um cão é muito dolorosa porque os donos não estão apenas a perder um animal. Os donos sentem que perderam uma fonte de amor incondicional, um companheiro com quem partilham segurança e conforto e muitas vezes uma criança que protegem como um filho.
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