Donald Trump ordenou ataque militar a uma base aérea na cidade de Homs.
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16h38: PR subscreve compreensão do Governo sobre ataque dos EUA e pede posição conjunta
O Presidente da República subscreveu hoje a posição do Governo a propósito do ataque dos EUA contra uma base militar síria de "compreensão" da medida e, ao mesmo tempo, de apelo a uma posição conjunta da UE e ONU.
"O Governo já tomou uma posição e o Presidente da República só pode subscrever a posição do Governo expressa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, a saber: a compreensão da medida tomada por um aliado na resposta a uma violação de direito internacional e, por outro lado, Portugal esperando a posição conjunta da União Europeia e Nações Unidas que é fundamental para o futuro", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração de uma exposição sobre saúde, em Lisboa.
Questionado se a ação unilateral dos Estados Unidos não poderá significar uma escalada do conflito sírio, o Presidente da República salientou que, por isso, o Governo português tomou uma posição "muito cuidadosa".
"Dizer que compreende esta resposta a uma violação do direito internacional, uma resposta muito limitada, contra um alvo militar e não civil, com pré-aviso quanto a outros aliados naquele teatro de intervenções e esperando-se a tomada de posição da União Europeia e Nações Unidas", reiterou.15h46: Erdogan diz que ataque dos EUA é um "passo positivo" mas "insuficiente"
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, qualificou como um "passo positivo" o bombardeamento pelos Estados Unidos da base aérea síria de Shayrat, na província de Homs.
"Os Estados Unidos lançaram um ataque contra a base aérea síria em resposta ao ataque de Idleb. Quero dizer aqui que me parece um passo positivo contra os crimes de guerra cometidos na Síria", disse o Presidente turco durante uma visita à província de Hatay - onde estão hospitalizadas quase 30 vítimas do ataque químico - com a deslocação a ser transmitida em direto pela cadeia de televisão CNNTurk.
Para Erdogan, o ataque ainda "não é suficiente" face aos crimes cometidos pelo regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.
"Devemos continuar. Chegou o momento de dar passos para proteger o povo oprimido sírio em todas as partes. Cremos que os últimos acontecimentos mostram que tínhamos razão quando pedíamos para se estabelecer na Síria zonas de segurança, depois de limpas dos terroristas", acrescentou.
"Desejo que esta postura ativa dos Estados Unidos contra o ataque em Idleb seja só o começo", referiu Erdogan.
"Tem havido declarações e intervenções positivas dos Estados Unidos neste assunto. Temos dito que o apoiaremos", disse o Presidente turco.
Erdogan afirmou que se a comunidade internacional mostrar a determinação necessária, é possível "parar o regime (sírio, apoiado pela Rússia e Irão) e os grupos terroristas" que operam na Síria.
14h02: Presidente do Parlamento Europeu interdita edifício a responsável sírio
A agência francesa acrescenta que o italiano Antonio Tajani também recusou autorizar uma conferência sobre a Síria na qual deveria participar o mesmo membro do governo sírio. Tajani considerou a iniciativa - organizada por um eurodeputado - como "inoportuna".
"Fui informado que organizou uma conferência sobre a situação na Síria, para a próxima segunda-feira, 10 de abril, para a qual convidou Ayman Soussan, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do regime sírio", escreveu Tajani ao eurodeputado espanhol Javier Couso Permuy (Esquerda Unitária Europeia).13H02: Parlamento português condena ataque com armas químicas
O parlamento português condenou esta sexta-feira o "ataque com armas químicas na Síria", apesar dos votos contra do PCP e de "Os Verdes" ao texto conjunto apresentado pelo PS e PSD.
Os comunistas também apresentaram um voto contra a "agressão ao povo da Síria" e "as operações de desestabilização visando sabotar as negociações de paz", mas o texto foi rejeitado por sociais-democratas, socialistas e democratas-cristãos, além das abstenções de BE e PAN.12h50: Presidente sírio define ataque dos EUA como 'imprudente'O Presidente sírio, Bashar al-Assad, classificou como "irresponsável" e "imprudente" o ataque norte-americano contra uma base aérea síria em Homs, que fez pelo menos nove mortos.
O comunicado do Gabinete do Presidente sírio refere que o ataque com mísseis realizado pelos Estados Unidos reflete a continuação de uma política norte-americana - independentemente da administração que ocupa a Casa Branca - e que se baseia na "subjugação das pessoas".
No mesmo documento, Assad afirma que o ataque da madrugada contra a base aérea de Shayrat, perto de Homs, não se baseia em factos verdadeiros.12h05: Cidade alvo de armas quimícas na terça-feira bombardeada novamente
Um avião militar bombardeou esta quinta-feira a cidade de Khan Sheikhun, alvo na terça-feira de um ataque com armas químicas que levou os Estados Unidos a atacar de madrugada uma base militar síria, anunciou uma organização não-governamental.
Citado pelo jornal britânico Guardian, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, afirmou que um avião sírio ou russo bombardeou a cidade, na província de Idlib, no noroeste da Síria, antes do meio-dia local.
O ataque foi testemunhado por um ativista sírio que trabalha num serviço de alerta de ataque aéreo, segundo o qual o avião atacou às 11:00 locais (09:00 em Lisboa) nos limites norte da cidade.
O ataque provocou danos, mas até ao momento não há informação de que tenha feito vítimas.
11h50: NATO responsabiliza Síria por uso de armas quimícas
"O regime sírio tem a total responsabilidade por este desenvolvimento; a Síria tem consistentemente condenado o contínuo uso de armas químicas pela Síria, numa clara violação das normas e acordos internacionais", lê-se num comunicado hoje divulgado, que dá ainda conta de que "qualquer uso de armas químicas é inaceitável, não pode ser ignorado, e os responsáveis têm de ser responsbilizados".
"No seguimento dos ataques químicos horrendos desta semana em Khan Cheikhun, que mataram dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças, os Estados Unidos lançaram um ataque contra a base de Shayrat, na Síria",
A NATO considera que o uso de armas químicas é "uma ameaça à paz internacional e à segurança", e apoia todos os esforços internacionais "que visem atingir a paz e uma solução política na Síria".11h18: Portugal compreende ataque dos EUA mas defende posição da ONU
Portugal "compreende" os aliados que actuam em retaliação a "crimes de guerra" disse esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros referindo-se ao bombardeamento norte-americano contra a Síria sublinhando que são precisas posições unidas da ONU e da União Europeia.
"Portugal compreende as posições dos seus aliados que são posições que procuram medidas de retaliação a crimes de guerra", disse o chefe da diplomacia portuguesa quando questionado pelos jornalistas sobre o ataque norte-americano contra posições militares do regime de Damasco, na Síria.
"Aguardamos ainda informação por parte das autoridades norte-americanas e aguardamos ainda as discussões no seio do Conselho de Segurança (ONU) e estamos ainda em consulta no quadro dos nossos aliados europeus para que possa haver uma posição unida e uma reação da Europa. Estamos ainda nesse processo de consulta", acrescentou o ministro Augusto Santos Silva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros falava à margem de um seminário sobre Assistência Humanitária e Protecção de Civis que decorre no Palácio das Necessidades, em Lisboa.
Sobre o ataque químico atribuído às forças Sírias, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que há uma investigação em curso no Conselho de Segurança mas que todos os sinais "indiciam que no ataque de que resultaram cerca de 90 mortos na Síria", terça-feira, foram "flagrantemente violadas" as leis da guerra, designadamente por via do uso das armas químicas.11h15: Pentágono avisou Rússia de que iria atacar base aérea
A linha de comunicação entre os Estados Unidos e a Rússia utilizada para proteger os pilotos de ambos os lados na guerra da Síria foi acionada antes do ataque norte-americano à base aérea síria de Shayrat.
A chamada "linha de não-conflito" ("deconfliction line", na denominação em inglês) é operada pelo comando central das forças armadas norte-americanas na base aérea de al-Udeid, no Qatar e serve como uma ligação crucial que impede a colisão dos aviões russos e norte-americanos no congestionado espaço aéreo sírio ou um ataque direto entre as duas potências.
De acordo com o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, citado pela agência Associated Press, "os estrategos militares norte-americanos tomaram precauções para minimizar o risco para o pessoal russo ou sírio estacionado na base aérea" bombardeada, situada na província síria de Homs.11h02: Nove civis mortos. Crianças entre os números
A imprensa estatal síria assegura que para além dos soldados mortos na base aérea, há ainda nove civis que perderam a vida em zonas adjacentes à base atingida pelo ataque. Deste número, quatro serão crianças.
11h02: Rússia diz que só 23 mísseis acertaram na base aérea
Segundo o ministro de defesa russo, o ataque terá matado quatro soldados sírios, deixado dois desaparecidos e ainda seis feridos.
O governo russo classificou a eficácia militar do ataque de "extremamente baixa".10h46: Refugiado sírio agradece ataque a Donald Trump As a Syrian refugee, I never imagined that I'd say this: Thanks @realDonaldTrump for bombing the regime who displaced me, please do more.— Milad Kawas Cale (@miladkawas) 7 de abril de 2017
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