page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Activistas bósnias: Angelina Jolie não merece ser embaixadora

A Associação de Mulheres Vítimas de Guerra escreveu às Nações Unidas a protestar contra Angelina Jolie. Em causa está o primeiro filme da actriz como realizadora, onde a Associação acusa Jolie de ser “ignorante” e de não merecer o cargo de embaixadora da Boa-vontade da ONU.

01 de dezembro de 2010 às 16:53

O filme, que começou a ser gravado em Outubro, na Hungria, relata a história de amor entre um guarda de um campo de concentração sérvio e uma prisioneira muçulmana durante a guerra civil dos Balcãs, nos anos 90.

As críticas começaram quando os média locais noticiaram cenas do filme onde uma bósnia vítima de violação se apaixona pelo seu atacante sérvio. As autoridades chegaram a retirar a permissão de Angelina Jolie de filmar no país, que depois foi dada pelo ministro da Cultura, após ver as cenas.

A associação alega que Angelina Jolie não se preocupou em conhecer as histórias das vítimas antes de começar as filmagens.

“A atitude ignorante de Angelina Jolie em relação às vítimas diz o suficiente sobre o enredo e dá-nos o direito de continuar com dúvidas”, declara o grupo na carta dirigida às Nações Unidas.

“Nós insistimos em encontrarmo-nos com Angelina Jolie já que não queremos ser apresentadas de forma errada ao mundo.”

“Merecíamos muito mais respeito. Angelina cometeu um erro grave. Nós sentimos que ela não age como uma embaixadora das Nações Unidas para os Refugiados e acreditamos que não tem credibilidade para continuar como embaixadora.”

A actriz declarou em Outubro haver “pressões injustas baseadas em informações erradas” que a tinham impedido de rodar o seu filme. Segundo o jornal ‘The Guardian’ a sinopse do filme relata uma história de amor, durante os tempos de guerra, entre um guarda de um campo de concentração sérvio e a sua antiga namorada, uma bósnia muçulmana detida e não contém cenas de violação.

A presidente da Associação de Mulheres Vítimas da Guerra admite que Jolie convidou as vítimas para se encontrarem na Hungria, mas que estas recusaram o convite.

“Os crimes foram cometidos aqui, na Bósnia, e nós queremos encontrarmo-nos com ela aqui”, contou a presidente Bakira Hasecic “nós queriamos ter uma conversa de mulher para mulher. Ela deveria ter falado com as vítimas, vindo [à Bósnia] antes de filmar para nos ouvir. Tanto quanto podemos dizer, não poderia ter existido uma história de amor no campo. Uma interpretação como estas está-nos a causar sofrimento.”

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8