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Adiado julgamento de atentado terrorista na Tunísia em que morreu portuguesa

Ataque foi reivindicado pelo grupo radical Daesh.

03 de outubro de 2017 às 17:31

O julgamento do atentado em Sousse, na Tunísia, em que foram mortos 38 turistas estrangeiros, incluindo uma portuguesa, foi adiado para 9 de janeiro do próximo ano, disse o porta-voz da acusação à agência AFP.

Todos os pedidos de libertação condicional foram rejeitados, acrescentou Sofiène Sliti, também porta-voz do polo antiterrorista.

No total, 26 pessoas de nacionalidade tunisina são acusadas neste processo - 20 por "crimes terroristas", "homicídio" e "conspiração contra a segurança do Estado", além de seis membros das forças de segurança por "não assistência a pessoa em perigo".

Entre eles, 13 estão detidos, enquanto três, entre os quais uma mulher, estão em liberdade.

O julgamento começou a 26 de maio e foi retomado esta terça-feira, antes de ser adiado novamente. A próxima reunião ficou marcada para 9 de janeiro, de acordo com Sliti.

Os advogados designados para defender as vítimas indicaram que não tinham informações para preparar o caso.

"Temos dificuldade em entrar em contacto com os feridos ou com os seus familiares para obter os papéis necessários para o caso civil", disse um dos advogados, Raja Khmiri.

A defesa dos acusados também tinha pedido o adiamento do julgamento para poder "completar os processos".

Um dos advogados protestou contra atos de tortura que disse terem ocorrido na prisão.

"O meu cliente foi agredido e torturado na prisão. O seu estado de saúde degradou-se, impedindo-o de se apresentar hoje", lamentou, perante o juiz, o advogado Abdelnasseur Mehri.

Um responsável do Reino Unido, país de origem de 30 das vítimas mortais, foi um dos poucos presentes na sessão desta terça-feira.

A 26 de junho, um estudante tunisino armado com uma espingarda kalashnikov abateu uma dezena de pessoas que se encontravam na praia, na zona turística de Port el-Kantaoui, perto de Sousse (leste da Tunísia), antes de entrar no complexo de um hotel, onde continuou a disparar.

O ataque foi reivindicado pelo grupo radical Estado Islâmico.

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