Agentes fortemente armados isolaram vários quarteirões em redor dos edifícios que Fabrízio afirmou querer explodir.
Um advogado de Brasília, Fabrízio Domingos Costa Ferreira, de 46 anos, foi preso sábado depois de ameaçar explodir à bomba o quartel do Comando-Geral da Polícia Militar e a sede da Polícia Federal na capital brasileira, que devido a essas ameaças teve bairros isolados e montou uma grande operação de segurança. Perseguido pela polícia após as ameaças e detido, o advogado aparentava estar em surto psicótico e a família avançou mais tarde às autoridades que ele foi diagnosticado recentemente com transtorno bipolar.
Fabrízio agitou a capital brasileira ao ir até ao QG da Polícia Militar, chamar os guardas que protegiam a entrada e dizer que tinha o carro cheio de explosivos potentes, e que ia detoná-los em seguida, fazendo tudo ir pelos ares. Ante os atónitos agentes, ainda acrescentou que tinha colocado explosivos na sede da Polícia Federal, que também voaria pelos ares, e em seguida arrancou com o seu carro e fugiu em alta velocidade.
A polícia foi atrás, e depois de uma perseguição por várias ruas de Brasília conseguiu alcançá-lo e abordá-lo, verificando que, afinal, não havia qualquer explosivo no automóvel do advogado. Mesmo assim, e levando as ameaças a sério tendo em vista a tentativa de fazer explodir o Supremo Tribunal Federal (STF) levada a cabo há dois meses por um seguidor radical de Jair Bolsonaro que morreu no ataque, as autoridades desencadearam uma grande operação de segurança.
Agentes fortemente armados isolaram vários quarteirões em redor dos edifícios que Fabrízio afirmou querer explodir e outros prédios sensíveis da capital política e administrativa do Brasil e realizaram uma minuciosa busca por explosivos. Agentes do grupo anti-bombas e do núcleo de prevenção e combate ao terrorismo, recém-criado, vasculharam vastas áreas mas nenhum explosivo ou outro artefacto que representasse perigo foi encontrado.Levado para a 5. Divisão da Polícia Civil (Judiciária), o causídico nessa altura, descreveram os agentes, já não dizia coisa com coisa e estava muito alterado. Soube-se então que a esposa dele tinha dado queixa à polícia na noite anterior por Fabrízio, nessa altura também transtornado e violento, ter tentado matá-la por estrangulamento.
De acordo com a família do advogado, os problemas dele começaram a ser percebidos poucas semanas atrás, quando passou a ter surtos e a ficar violento. Há um mês os médicos diagnosticaram a presença de um transtorno bipolar e iniciaram um tratamento psiquiátrico que, pelos vistos, não deu certo.
Dia 13 de Novembro, um homem que trabalhava como chaveiro no interior do estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, fez explodir o próprio carro no estacionamento da Câmara dos Deputados, em Brasília, provocando somente estragos materiais mas lançando o pânico na cidade, e depois tentou invadir o edifício do Supremo Tribunal usando um cinturão repleto de explosivos e carregando uma mochila igualmente cheia de bombas. A ideia, que ele mesmo anunciou nas suas redes sociais horas antes sem que alguém tenha feito alguma coisa para impedir, era explodir o STF com todos os juízes e funcionários lá dentro, mas a segurança suspeitou, não o deixou entrar, e Francisco decidiu explodir-se ali mesmo, em frente ao edifício.
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