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Correio da Manhã

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Advogados deixam pais assassinos de filha adotiva

Decisão foi tomada depois de o juiz decretar prisão sem fiança para os dois suspeitos
28 de Setembro de 2013 às 01:00

Os advogados dos pais da menina de 12 anos assassinada no domingo junto a Santiago de Compostela abandonaram o caso. A decisão surgiu pouco depois de Alfonso Basterra e Rosario Porto, os pais de Asunta Basterra Porto, a vítima, serem formalmente acusados de homicídio e darem entrada na prisão sem direito a fiança.

O representante do pai invocou "motivos técnicos", alegando não ser especializado em direito penal. Questionado sobre se tinha perdido a confiança no seu cliente, escusou-se a responder. Já o advogado da mãe não prestou declarações.

Pouco antes, Alfonso e Rosario prestaram declarações durante horas e repetiram uma versão dos factos exatamente igual, recusando a culpa mesmo quando confrontados com vídeos que mostram a mãe no carro com a filha quando Asunta alegadamente já estava desaparecida.

Dados da investigação revelaram, entretanto, que a droga encontrada no corpo da vítima era um calmante usado pela mãe. Algumas fontes dizem ainda que professores de Asunta comunicaram que, em julho, esta compareceu nas aulas com sintomas de intoxicação, explicados na altura como efeito de medicação para uma alergia.

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