Partido de extrema-direita venceu as eleições regionais na Saxónia-Anhalt, este domingo.
A co-líder do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, celebrou o resultado "histórico" obtido este domingo nas eleições regionais na Saxónia-Anhalt, estimado em 44%, que considerou "um mandato claro para governar".
"É um resultado histórico. Vamos lá, a tarde traz-nos mais", disse Weidel, segundo a televisão alemã ZDF.
"Este é um mandato claro para governar", defendeu, embora as projeções atribuam ao partido entre 39 e 41 assentos no parlamento regional, abaixo dos 42 necessários para uma maioria absoluta.
Se a AfD conseguir formar governo na Saxónia-Anhalt, este estado federado do leste da Alemanha seria a primeira região no país a ser governada por esta formação.
O líder da AfD na Saxónia-Anhalt, Ulrich Siegmund, também reiterou o argumento do "mandato claro para governar”.
"Sempre dissemos que estamos prontos para o diálogo. A nossa mão está sempre estendida para melhorias, por uma boa Alemanha e, acima de tudo, por uma boa Saxónia-Anhalt", disse Siegmund.
O líder regional da AfD pretende contactar todos os outros partidos políticos para implementar mudanças.
"Fizemos história neste estado. O que não verão é eu a ceder renunciando aos nossos valores para [alcançar] o poder", afirmou.
Durante a campanha, Siegmund assegurou que a AfD só governará se tiver maioria absoluta e, de facto, os outros partidos rejeitam qualquer colaboração com este partido, que consideram extremista de extrema-direita.
Esta não é a primeira vez que a AfD vence umas eleições estaduais: em setembro de 2024 ficou à frente na Turíngia (centro), com cerca de 30,5% dos votos, naquela que foi a primeira vitória de um movimento de extrema-direita num parlamento regional alemão desde a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, a AfD não assumiu o poder na Turíngia porque nenhuma das outras forças políticas aceitou fazer coligações – um mecanismo conhecido como “cordão sanitário”.
Segundo sondagens à boca das urnas divulgadas este domingo pelas emissoras públicas ARD e ZDF, a AfD terá conquistado 39 ou 41 assentos, com um resultado entre 44% e 44,5% dos votos.
Atrás da AfD estaria a conservadora União Democrata-Cristã (CDU, do chanceler Friedrich Merz), com 18,5% de apoio, segundo as duas projeções (18,6 pontos a menos do que nas últimas eleições), o que se traduziria em cerca de 16 representantes.
Em terceiro lugar, ficariam o histórico Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), a Esquerda e os Verdes (9% e 8-9 lugares cada).
O movimento populista de esquerda Sahra Wagenknecht Alliance (BSW) alcançaria os 5%, limiar mínimo para entrar no parlamento, enquanto os liberais do FDP ficariam fora deste órgão, com um resultado entre 2% e 3%.
A taxa de participação tem sido uma das principais notícias do dia, com 80% do censo no encerramento das urnas, bem acima dos 60,3% das últimas eleições regionais.
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