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Afogamento de jovens no Brasil envolto em mistério

Um presumível “monstro”, uma espécie de clone brasileiro da criatura de Loch Ness (o suposto monstro que há décadas faz a fama de um lago na Escócia), pode ter estado na origem da morte de duas amigas, de 16 e 17 anos, que se afogaram no passado dia 1 deste mês quando passavam o feriado do Dia do Trabalho com amigos no Rio Sapucaí, em Itajubá, no estado brasileiro de Minas Gerais.
21 de Maio de 2011 às 19:06
No vídeo, de fraca qualidade, feito por um amigo das duas com um telemóvel, parece ver-se o que supostamente seria uma grande cobra a agitar a água
No vídeo, de fraca qualidade, feito por um amigo das duas com um telemóvel, parece ver-se o que supostamente seria uma grande cobra a agitar a água FOTO: d.r.

Michele Tainá Bittencourt, de 16, e Vanessa Cristina Moreira, de 17, segundo a polícia, morreram ao cair num buraco no leito do rio, mas um vídeo postado há dias na web levantou fortes dúvidas sobre essa versão e já faz correr na região as mais diversas, e algumas bem fantasiosas, explicações para as mortes.

No vídeo, que foi feito com um telemóvel por um amigo das duas jovens e não tem uma qualidade muito boa, parece ver-se o que presumivelmente seria uma grande cobra a agitar a água perto de Michele e Vanessa, que nessa altura se banhavam no Rio.

Acto contínuo, as duas amigas, que estavam com água pelo peito e aparentemente com pé, começam a gritar, apavoradas, e submergem rapidamente, como se, na verdade, tivessem sido puxadas para baixo por alguém ou alguma coisa.

O vídeo provocou arrepios em muita gente, ainda mais numa região cheia de superstições, e não pára de atrair a curiosidade de quem soube da morte das duas adolescentes.

Em pouco tempo, mais de 300 mil pessoas já tinham acessado as imagens, que continuam a ser motivo de muita curiosidade.

A Polícia Militar da região, que atendeu a ocorrência, não acredita nem em monstro das águas nem em qualquer outra coisa a não ser que as duas amigas, sem perceber, sairam da parte rasa do rio, cairam num buraco e se afogaram. O médico legista que analisou os corpos, José Henrique Schumann, também considera que as amigas foram vítimas de uma fatalidade, pois não tinham qualquer ferimento.

Mas há quem não pense da mesma forma e alimenta a controvérsia. Segundo o perito-chefe criminalista da Polícia Judiciária local, Elieber Teixeira, o local onde as duas amigas se afogaram não tem corrente forte nem buracos. Para ele, apesar de nos corpos não ter sido detectado qualquer sinal de violência, qualquer ferimento ou mordida, por exemplo, alguma coisa puxou as duas amigas para baixo com força e rapidamente, provocando a morte de ambas sem que alguém pudesse fazer alguma coisa para evitar.

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