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Correio da Manhã

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ÁFRICA DO SUL PREPARA PLANO CONTRA A SIDA

O governo sul-africano, que se encontra sob constante pressão popular para fornecer medicamentos anti-SIDA, disse hoje que está a explorar uma maneira económica de fornecer medicações anti-retrovirais e capazes de salvar vidas.
5 de Fevereiro de 2003 às 18:33
Um parceiro chave do governo, o Congresso das Uniões de Comércio sul-africanas (COSATU), e numerosos activistas contra a SIDA, deram ao governo um prazo até ao fim de Fevereiro para anunciar um plano de tratamento da SIDA, ou então fazer face a uma campanha de desobediência civil.

Na primeira resposta pública ao ultimato, o ministro da Saúde Manto Tshabalala-Msimang disse que o seu ministério estava em conversações com o Tesouro para se resolver o quanto é que um programa de tratamento e monitorização anti-retroviral custará, e também fazer os possíveis para que os medicamentos necessários sejam mais baratos e acessíveis.

A África do Sul tem mais doentes com HIV/SIDA do que qualquer outro país no mundo, mas o governo hostilizou os medicamentos anti-retrovirais, argumentando que são muito caros, tóxicos e a que sua eficácia não foi provada.

Segundo responsáveis da campanha de acção para o tratamento da SIDA, mais de 200 mil pessoas poderão morrer com a doença em 2003, num universo de 4,7 milhões de infectados.

Responsáveis do Ministério da Saúde dizem que, com o actual orçamento, o governo sul-africano apenas poderá suportar o tratamento de 480 mil pessoas com o virus HIV, o que representa apenas 10% de todos os infectados e menos do que as 1,2 milhões de pessoas que necessitam da terapia anti-retroviral naquele país.
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