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África marca presença no Festival de Cannes

Mati Diop foi a primeira mulher negra a concorrer ao prémio "Palma de Ouro" com o filme "Atlântico".

23 de maio de 2019 às 11:27

Cannes contou com a participação de um filme africano entre os 21 que estão em competição no festival de cinema. Além de "Atlântico" vários foram películas que integraram as seções paralelas da competição.

O filme da realizadora franco-senegalesa, Mati Diop, concorreu ao prémio "Palma de Ouro". A longa metragem conta a história dramática dos migrante africanos que arriscam a vida para chegar à Europa.

O enredo apresenta um casal de namorados a viver um amor avassalador, na capital do Senegral, Dacar. Souleyman foge do Senegal, numa piroga (uma embarcação tipicamente africana) à procura de um futuro melhor.

Ada acaba por ser prometida a um homem rico. Mas o fantasma de Souleyman continua a assombrá-la. Os espíritos dos desaparecidos no Atlântico acabam por invadir a cidade.

Mati foi a primeira realizadora negra a concorrer no festival internacional. A jovem francesa, filha do músico Wasis Diop, que acaba de fazer história na família com uma grande tradição cinematográfica - depois do tio, Djibril Diop Mambéty, ter conquistado em 1973 o prémio da crítica com o filme Touki Bouki em Cannes.

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