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Correio da Manhã

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África pressiona Robert Mugabe

O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, foi ontem pressionado na cimeira da União Africana (UA), no Egipto, a negociar com a oposição, após ter sido reeleito na passada sexta-feira como único candidato perante a contestação da comunidade internacional.
1 de Junho de 2008 às 00:30
A segurança afasta os jornalistas, em Sharm-el-Sheikh, à chegada de Mugabe
A segurança afasta os jornalistas, em Sharm-el-Sheikh, à chegada de Mugabe FOTO: Ho / Reuters

Mugabe, de 84 anos, viajou na madrugada de ontem para Sharm--el-Sheikh, pouco depois de ter sido investido para um novo mandato. À chegada de Mugabe ao Egipto, supervisores da UA declararam que as presidenciaisdo Zimbabwe não decorreram dentro dos padrões exigidos.

África do Sul instou a negociações entre o partido ZANU-PF, de Mugabe, e o MDC, de Morgan Tsvangirai, destinadas a um governo de transição. É a primeira vez que Pretória apela publicamente à formação de um governo de unidade nacional, o que poderá indicar a linha a seguir por parte da UA.

Avice-secretária-geralda ONU, Asha-Rose Migiro, que considerou que se vive o "momento da verdade", instou a uma "solução negociada".

À LUPA

RAPTADO APÓS DENÚNCIA

Um agricultor que denunciou ao ‘The Times’ o terror que se viveu no Zimbabwe durante a campanha eleitoral foi feito refém, juntamente com familiares, várias horas no domingo.

LUSÓFONOS SOB SANÇÕES

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe são os dois países lusófonos mantidos sob sanções da UA por falta de pagamento de quotas, enquanto a Guiné-Bissau voltou a ter voz após regularizar a dívida.

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