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Agência de 'rating' Moody's considera que probabilidade de Brexit com acordo é agora maior

Moody's sublinha que a votação de terça-feira representou um primeiro passo claro na direção do Reino Unido entrar num "período de transição" com a UE.
Lusa 23 de Outubro de 2019 às 12:58
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Agência Moody's
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Agência Moody's
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Agência Moody's
A agência de 'rating' Moody´s considerou esta quarta-feira que a probabilidade do Reino Unido sair da União Europeia (UE) com um acordo é atualmente maior do que há algum tempo, mesmo que não seja possível até o final de outubro.

Num comunicado, esta quarta-feira divulgado, a Moody's defende que a votação do Parlamento britânico a favor da legislação para aplicar o acordo do 'Brexit' do primeiro-ministro na terça-feira indica que a probabilidade de o Reino Unido deixar a UE com um acordo de saída é maior do que há algum tempo, mesmo que não seja possível que o Reino Unido saia até o final de outubro.

A Moody's considera que depois da votação de terça-feira existem três resultados possíveis para o 'Brexit' em 31 de outubro, a primeira é a saída do Reino Unido nas condições previstas no acordo negociado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a segunda um adiamento renovado do 'Brexit', além do final de outubro, e a terceira a saída do Reino Unido da UE sem acordo em 31 de outubro.

A Moody's acha que após um prolongado impasse parlamentar, a votação de terça-feira representou um primeiro passo claro na direção do Reino Unido entrar num "período de transição" com a UE depois da saída do país do bloco.

No entanto, a Moody's sublinha que na terça-feira os parlamentares britânicos também rejeitaram o plano de calendário de Johnson para aprovar a legislação exigida relacionada com o 'Brexit', projetado para permitir que o Reino Unido deixasse a UE até 31 de outubro.

A agência indica ainda que o primeiro-ministro disse que esperaria que os líderes da UE decidissem sobre qualquer adiamento da saída antes de avançar com a legislação do 'Brexit'.

Após ações parlamentares anteriores, o Reino Unido solicitou formalmente um adiamento do 'Brexit' em 19 de outubro.

Agora a decisão de adiar cabe ao Conselho Europeu, chefes de governo dos 27 estados membros restantes da UE, a Moody's considera que "o conselho provavelmente permitirá outra extensão para evitar um 'Brexit' sem acordo no final de outubro".

A Moody's conclui no comunicado que "a incerteza em torno do resultado final do 'Brexit' vai provavelmente ter impacto negativo nos gastos, decisões de investimento e contratação no Reino Unido por algum tempo".
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