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Correio da Manhã

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AINDA MUITOS ESTADOS SEM VITÓRIA GARANTIDA

Ainda há muitos Estados nos quais, segundo os estudos de opinião, nenhum dos candidatos tem ainda garantidos votos que o conduzam à eleição. Depois do segundo debate a dois da madrugada passada, George W. Bush e John Kerry vão, com certeza, concentrar as suas campanhas nestas regiões.
9 de Outubro de 2004 às 00:00
Convém recordar que as eleições para presidente dos Estados Unidos não são directas. Ou seja, os eleitores votam para um colégio eleitoral em cada um dos 51 Estados, o qual, depois, elege o Presidente. E em cada Estado quem ganha a votação, seja por um ou um milhão de votos, ganha todos os votos eleitorais que lhe correspondem, sem método de Hondt ou outro. As únicas excepções são o Maine e o Nebraska mas são Estados pequenos (três votos eleitorais cada). Ou seja: o Presidente pode ser eleito sem ter a maioria dos votos do povo. Precisa é de ter 270 votos eleitorais para ter a maioria assegurada.
Segundo as análises mais fiáveis, há cerca de 17 Estados que podem cair para um ou outro lado, nomeadamente Florida, Ohio, New Jersey, Nevada, Pensylvannia, Washington, onde as diferenças são muito curtas e tradicionalmente os eleitores se decidem nos dias próximos da ida às urnas.
Há outros que são quase sempre certos: Kerry, por exemplo, tem a maioria praticamente segura em Estados tão importantes como a Califórnia (o que lhe dá 55 votos eleitorais), Nova Iorque (31) ou Illinois (21), enquanto Bush (que neste momento parece ter assegurado mais votos eleitorais) domina no Texas (34), no Ohio (20), na Georgia (15), Carolina do Norte (15) e já uma grande maioria dos Estados mais pequenos que, em eleições que se ganham por pequena margem, ganham mais importância.
As sondagens dão, neste momento – antes do debate da madrugada – um empate técnico: pequena vantagem de Bush mas dentro da margem de erro, pelo que de facto não há vencedor antecipado. No site Pollingreport, segundo o ‘Los Angeles Times’, Bush tem assegurados 195 votos eleitorais e Kerry 159, ou seja longe de uma margem de decisão.
Se a candidatura de Bush ganhou uma dinâmica enorme em Setembro, depois da Convenção Republicana, ao ponto de os democratas parecerem rendidos a uma inevitável derrota, hoje as coisas estão diferentes. John Kerry e John Edwards conseguiram recolar e é provável que muito dependa do que se vier a passar no Iraque e dos últimos dias da campanha.
Ontem sairam os últimos números sobre o emprego antes das eleições e não foram bons para Bush: 96 mil empregos criados em Setembro, abaixo das expectativas que seriam de 120 mil. Desta forma, Bush será seguramente o primeiro Presidente desde os anos 30 a perder empregos ao longo dos seus quatro anos na Casa Branca. O preço do petróleo também é um peso. Já foi a economia que derrotou a recandidatura do pai Bush em 1992, que tinha feito com sucesso a campanha da primeira Guerra do Golfo; Bush II corre riscos de ir pelo mesmo caminho.
O PAI DE GEORGE CLOONEY NO CONGRESSO?
Coincidindo com as eleições presidenciais, há também eleições para o Congresso. Nick Clooney, 70 anos, antigo apresentador e jornalista de televisão e pai do actor George Clooney, é candidato pelos Democratas no Kentucky pela primeira vez. Há cinco gerações que a família está ligada a Maysville, não longe de Louisville, e parece ter boas possibilidades de ser eleito e ir para Washington.
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