Elemento mais positivo do primeiro trimestre para a empresa foi o aumento do tráfego em 4,4%, com um total de 22.302 milhões de passageiros transportados por todas as suas companhias.
A Air France-KLM registou no primeiro trimestre um prejuízo de 287 milhões de euros, um valor ligeiramente inferior aos 292 milhões do mesmo período de 2025, revendo em baixa as previsões para todo o ano de 2026.
O grupo aéreo franco-neerlandês anunciou esta quinta-feira, em comunicado que, entre janeiro e março, registou um resultado operacional corrente negativo de 27 milhões de euros, o que significa uma redução face ao mesmo trimestre do ano passado.
Para isso contribuiu o aumento de 4,4% do volume de negócios para 7.479 milhões de euros, enquanto os custos operacionais se mantiveram em 7.506 milhões, em particular devido a uma descida de 15% na fatura do combustível para os aviões, na qual ainda não se fez sentir o impacto da guerra no Médio Oriente.
O elemento mais positivo do primeiro trimestre para a empresa foi o aumento do tráfego em 4,4%, com um total de 22.302 milhões de passageiros transportados por todas as suas companhias (mais 2,3%, em números absolutos).
Os seus aviões voaram com uma taxa de ocupação de 86,3% (três décimas a mais do que no primeiro trimestre de 2025).
Com os preços do combustível para a aviação a disparar devido à guerra no Médio Oriente, e em particular ao encerramento do estreito de Ormuz, a Air France-KLM teve de rever significativamente em alta as projeções relativas à despesa com combustível que terá de suportar em 2026, que agora estima ser cerca de 9.300 milhões de dólares, mais 2.400 milhões do que o calculado anteriormente.
Tendo em conta este fator e o atual contexto geopolítico, sobre o qual existe um elevado grau de incerteza, a empresa também reviu em baixa as perspetivas de negócio para o conjunto do ano.
Assim, os planos neste momento são aumentar as capacidades de 2% a 4% em relação a 2025 (e não de 3% a 5%) e reduzir o programa de investimentos para menos de 3.000 milhões de euros (até agora previa cerca de 3.000 milhões).
O presidente executivo (CEO), Benjamin Smith, alertou que, embora o aumento do preço do combustível ainda não se tenha feito sentir nos resultados do primeiro trimestre, irá certamente pesar "nos próximos trimestres" e, por isso, foram tomadas medidas de "gestão rigorosa dos custos".
De qualquer forma, apesar da "incerteza" da situação, Smith afirmou que a empresa está "plenamente empenhada na execução da (sua) estratégia".
Sobre a oferta para adquirir a TAP, pela qual concorre com a alemã Lufthansa, a Air France-KLM reiterou o que considera serem os seus principais trunfos.
Em particular, o facto de que "graças à sua localização geográfica ideal, Lisboa poderia tornar-se a plataforma única do grupo no sul da Europa e oferecer uma conectividade alargada, especialmente para a América, incluindo o Brasil, um mercado-chave tanto para a TAP como para a Air France-KLM, bem como para África".
Na semana passada, a Air France-KLM referiu aguardar "com expectativa" os próximos passos do processo de privatização da TAP e reiterou o seu "forte e contínuo" interesse pela companhia aérea nacional.
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