Contratações, que terão lugar em todo o mundo, serão para todas as atividades do grupo.
A Airbus vai recrutar cerca de 6.000 pessoas em 2022 e reavaliar as suas necessidades durante o ano para acompanhar o aumento da taxa de produção depois da crise da pandemia, anunciou esta quarta-feira o fabricante europeu de aviões.
Estas contratações, que terão lugar em todo o mundo, serão para todas as atividades do grupo (aviões comerciais, defesa e espaço, helicópteros), disse o grupo num comunicado, sem especificar o número de contratações por país.
"Depois desta primeira vaga, (...) o número de recrutamentos externos será reavaliado até meados de 2022 e ajustaremos as nossas necessidades em conformidade", disse o diretor de recursos humanos do grupo, Thierry Baril.
A paralisia do tráfego aéreo no início da pandemia mergulhou o setor aeronáutico numa crise violenta, levando a Airbus a reduzir as taxas de produção em 40% a partir de abril de 2020 e a anunciar 15.000 cortes de postos de trabalho.
O número foi revisto em baixa, graças em particular à ajuda pública, como os esquemas de trabalho a tempo reduzido postos em prática em França e na Alemanha, os principais países onde o fabricante de aeronaves está sediado.
O número de empregados do grupo foi reduzido de 135.000 no final de 2019 para 126.000 em 30 de setembro de 2021, o último número disponível.
As 6.000 contratações previstas são justificadas pelos "fortes sinais de recuperação na indústria aeroespacial" após a pandemia e a necessidade de "preparar o futuro da aviação e implementar o roteiro para a descarbonização" do transporte aéreo, segundo Thierry Baril.
Um quarto dos recrutamentos planeados dirá respeito a "novas competências" ligadas à descarbonização, transformação digital e cibertecnologia.
A Airbus, cuja produção de aviões de corredor único A320 (A319, A320 e A321) tinha caído de 60 para 40 aviões por mês durante a pandemia, começou a aumentar a sua produção e está atualmente a produzir 45 aviões por mês. Planeia aumentar para 65 aeronaves por mês até ao verão de 2023.
Planeia aumentar para 75 aeronaves por mês em 2025, contando com o forte crescimento do tráfego aéreo mundial previsto a longo prazo e a necessidade de as companhias aéreas renovarem as suas frotas com aeronaves mais modernas que consumam menos combustível e, por conseguinte, emitam menos CO2, o principal gás com efeito de estufa.
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