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Al-Fayed desafiado a provar homicídio

A juíza Elizabeth Butler-Sloss, que tem a seu cargo a investigação à morte da Diana de Gales, há quase dez anos, declarou ontem não dispor de provas que apoiem as teorias de que a princesa foi assassinada. A magistrada instou mesmo Mohamed al-Fayed, pai de Dodi al-Fayed, namorado da ‘princesa do povo’, que também morreu na fatídica noite de 31 de Agosto de 1997, a provar o contrário.
6 de Março de 2007 às 00:00
A limusina onde Diana e Dodi fizeram a derradeira viagem
A limusina onde Diana e Dodi fizeram a derradeira viagem FOTO: Juda Ngwenia / Reuters
“Há um grande número de acusações graves... mas não me apresentaram quaisquer provas em relação a elas”, declarou ontem a juíza durante a audiência preliminar do inquérito. “Se não houver provas que suportem as acusações, não as apresentarei ao júri”, acrescentou a juíza britânica. Butler-Sloss respondia a um pedido formulado por advogados que representam Mohamed al-Fayed para adiar o há muito aguardado inquérito às mortes de Diana e Dodi no túnel d’Alma, em Paris. Os advogados solicitaram um adiamento do processo até ao próximo dia 1 de Outubro, alegando que existe uma “enorme quantidade de trabalho” que ainda terá de ser feito.
Visto que ainda não dispõe de quaisquer provas, a magistrada exortou mesmo al-Fayed a apresentar qualquer prova de que Dodi e Diana foram vítimas de um assassinato e não de um mero acidente de viação. Recorde-se que o proprietário dos armazéns londrinos Harrods sempre defendeu a tese de que o seu filho e a ‘princesa do povo’ foram ambos deliberadamente mortos na sequência de um minucioso plano concebido pelos Serviços Secretos britânicos. No entanto, al-Fayed nunca conseguiu provar a sua ‘teoria da conspiração’.
TESTEMUNHAS DO INQUÉRITO
Entretanto, a magistrada irá decidir quem serão as testemunhas do inquérito. Na prática, o que mais interessa à opinião pública britânica é saber se alguns membros da família real – nomeadamente os príncipes Carlos e Filipe, duque de Edimburgo – irão ou não ser chamados a depor no processo na qualidade de testemunhas, como pretende al-Fayed.
Recorde-se que se têm sucedido, ao longo dos anos, as mais diversas teorias sobre o modo como morreram Lady Di e Dodi. Os príncipes William e Harry pediram transparência e rapidez na investigação.
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