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Correio da Manhã

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Al-Qaeda ameaça matar marroquinos

O grupo liderado pelo jordano Abu Musab al-Zarqawi, considerado o representante da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, anunciou esta quinta-feira ter tomado a decisão de matar dois funcionários marroquinos da embaixada de Rabat em Bagdad sequestrados no passado dia 20 de Outubro quando viajavam para a Jordânia.
3 de Novembro de 2005 às 11:01
Numa página da Internet habitualmente usada pelo grupo chefiado por Al-Zarqawi, é referido que a autoridade legislativa da organização da Al-Qaeda no Iraque “decidiu pela lei de Deus, executar os infiéis”, acrescentando que os dois homens “atraiçoaram os princípios do Islão e colaboraram com o inimigo”.
Na passada terça-feira, o grupo do terrorista jordano, responsável pela execução de vários estrangeiros sequestrados no Iraque, anunciou que os dois marroquinos, o motorista Abderrahim Boualam, de 55 anos, e o seu assistente Abdelkrim El Mouhafidim, de 49, seriam julgados.
Al-Zarqawi tem avisado os governos árabes e muçulmanos que o seu grupo agirá contra os diplomatas enviados para Bagdad a fim de reconhecerem o que afirma ser um “governo infiel aliado dos EUA”. No início deste ano, dois diplomatas argelinos sequestrados em Bagdad foram mortos pelo seu grupo.
“Esta será mais uma lição para aqueles que desafiarem os ‘mujahidden’ e tiverem coragem de entrar no Iraque a pensar que a sua imunidade diplomática os protegerá”, avisa o grupo no comunicado divulgado na Internet, cuja autenticidade ainda não foi verificada.
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