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Correio da Manhã

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Alemanha ajudou EUA na guerra

Agentes secretos alemães ajudaram as forças dos EUA no Iraque a identificar os alvos a bombardear. A revelação, feita pelo jornal ‘Suddeutsche Zeitung’ e pela televisão pública alemã (ARD), caiu como uma bomba no país, atendendo a que o governo de Gerhard Schroeder fez campanha vigorosa contra a guerra. Os Serviços Secretos reagiram prontamente, desmentindo a informação.
13 de Janeiro de 2006 às 00:00
Militares americanos terão beneficiado do apoio de alemães
Militares americanos terão beneficiado do apoio de alemães FOTO: Reuters
Aqueles órgãos de informação citam um ex-funcionário do Pentágono, sem o identificar, segundo o qual em 7 de Abril de 2003 – 18 dias depois de se terem iniciado os raides norte-americanos no Iraque – espiões alemães ajudaram a localizar uma caravana da Mercedes na qual seguia o ex-ditador Saddam Hussein, a qual foi bombardeada.
“A ajuda alemã foi muito importante para a ofensiva americana. Eles [os espiões] deram-nos apoio directo. Deram-nos informações sobre alvos a atacar”, garante o ex-funcionário.
O Bundesnachrichtendienst (Serviços Secretos alemães) apressou-se a reagir. Admitiu que logo após a invasão americana estavam em Bagdad dois espiões alemães, mas para identificar os ‘não-alvos’, uma prática instituída desde o bombardeamento, por erro, da embaixada da China em Belgrado durante a guerra do Kosovo.
Esta função dos agentes alemães é referida pelo ex-funcionário do Pentágono, que garante, no entanto, que ela foi mais além.
MERKEL NOS EUA
Apesar do desmentido, a oposição alemã exige esclarecimentos, tanto mais que para a segunda vitória de Gerhard Schroeder contribuiu muito a sua posição antiguerra.
É com esta polémica a aquecer o país que a chanceler Angela Merkel inicia hoje uma visita aos EUA. Na agenda leva o espinhoso caso do alemão em Guantanamo.
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