Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Alemanha apoia Christine Lagarde para suceder a Strauss-Kahn

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, propôs esta sábado a sua homóloga francesa, Christine Lagarde, como candidata da União Europeia para suceder a Dominique Strauss-Kahn na direcção-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
21 de Maio de 2011 às 11:42
"Se Christine Lagarde decidir ser candidata, a Europa teria a melhor hipótese para reocupar o cargo", diz Wolfgang Schaeuble
'Se Christine Lagarde decidir ser candidata, a Europa teria a melhor hipótese para reocupar o cargo', diz Wolfgang Schaeuble FOTO: Reuters/ Yuri Gripas

Numa entrevista publicada pelo semanário alemão 'Bild am Sonntag', o ministro das Finanças da Alemanha quebrou o silêncio do Executivo liderado pela chanceler Angela Merkel, que até hoje ainda não tinha dado o seu apoio público à governante francesa. 

"Se Christine Lagarde decidir ser candidata, a Europa teria a melhor hipótese para reocupar o cargo. É agora decisivo que a Europa fale a uma só voz", afirma Wolfgang Schaeuble na entrevista. 

Christine Lagarde, que também já recebera o apoio oficial de alguns países europeus como Itália ou Suécia, surge como a candidata mais forte para suceder a Dominique Strauss-Kahn na direcção-geral do FMI. 

Outros dos nomes apontados à sucessão de Strauss-Kahn são o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o ex-líder do Bundesbank Axel Weber e o ex-ministro das Finanças alemão Peer Steinbruck. 

O FMI anunciou que terá segunda-feira início um "procedimento aberto, baseado no mérito e transparente" para eleger a 30 de junho o novo director-geral do organismo, depois da renúncia ao cargo de Strauss-Kahn. Durante este processo “o número dois” o norte-americano John Lipskey.

A sucessão de Dominique Strauss-Kahn no FMI está a levar a um forte movimento diplomático com os países emergentes como a China, Tailândia, África do Sul a salientarem ter chegado a altura de escolher um dirigente não europeu, reflectindo no FMI a realidade económica do mundo, ao mesmo tempo que várias nações europeias não querem perder o controlo da instituição. 

Por tradição, o director-geral do FMI é um europeu, enquanto que o Banco Mundial é presidido por um norte-americano, mas a nova realidade mundial permite hoje a várias nações emergentes reclamarem para si algumas decisões estratégicas e a ocupação de postos chave internacionais.

Strauss-KahnFMIJohn Lipskey Christine Lagarde Candidata da União Europeia
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)