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Alemanha aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

Lei também permite a adoção de crianças por estes casais.

30 de junho de 2017 às 08:39

O parlamento alemão legalizou na manhã desta sexta-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O diploma permite também aos gays e lésbicas a adoção de crianças. Até agora, apenas era permitida a união de facto de casais homossexuais. 

A nova lei contou com o voto a favor de 393 deputados dos três partidos de esquerda representados na câmara baixa do parlamento, os sociais-democratas, os ecologistas e a esquerda radical, além de um grupo de deputados da família conservadora de Merkel. Entre os conservadores, houve 226 votos contra. 

Na segunda-feira passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, que sempre se opôs à medida, disse que ia permitir que os conservadores seguissem a sua consciência e que não iria dar sentido de voto aos deputados do partido. 

Durante a campanha eleitoral de 2013, Merkel disse que era contra o casamento gay a pensar no bem-estar das crianças. A mudança de posição pode ser explicada pela proximidade das eleições legislativas na Alemanha, marcadas para setembro. 

A Alemanha junta-se assim aos 20 países ocidentais, 13 dos quais na Europa, que já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Berlim tinha adotado em 2001 a união civil com direitos equivalentes aos do casamento, exceto para certas vantagens fiscais e em matéria de adoção.

A nova lei, que deve agora ser validada pela câmara alta do parlamento para entrar em vigor, vai permitir aos casais do mesmo sexo o direito de adoção.

Parlamento alemão aprova lei de combate ao discurso do ódio

O Parlamento alemão aprovou uma lei destinada a combater o discurso do ódio nas redes sociais, que os críticos dizem poder vir a ter consequências drásticas na liberdade de expressão online.

A lei aprovada hoje está desenhada para reforçar os limites já existentes na Alemanha relativos à liberdade de expressão, incluindo uma antiga proibição à negação do holocausto.

Entre as medidas, estão previstas multas de portais de redes sociais que podem ascender a 50 milhões de euros, caso os portais falhem de forma persistente a remoção de conteúdos ilegais no prazo de uma semana, incluindo "falsas notícias" difamatórias.

O ministro da Justiça alemão, Heiko Maas, afirmou que as redes sociais têm falhado em impedir que os respetivos portais na internet sejam usados para propagar ideais radicais e informação falsa.

Especialistas nas áreas dos direitos humanos e várias empresas no domínio da internet alertam para a possibilidade de a nova lei vir a privatizar o processo de censura e a restringir a liberdade de expressão.

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