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Correio da Manhã

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ALEMANHA DESLIGA REACTOR NUCLEAR

As autoridades alemãs deram esta sexta-feira início ao processo de encerramento de todas as 19 centrais nucleares existentes no país, um plano que deverá ficar concluído em 2025. A primeira central a ser desligada foi a de Stade, perto de Hamburgo, a segunda mais antiga.
14 de Novembro de 2003 às 16:48
O pressionar de dois botões foi quanto bastou para desligar o reactor de Stade e dar início ao processo que vai deixar a Alemanha livre de energia atómica. O governo alemão de centro-esquerda chegou a um acordo com a indústria, em 2000, tendo esta sido uma condição imposta em 1998 pelo partido alemão ecologista Verdes para participar na coligação governamental, chefiada pelo chanceler Gerhard Schroeder.
Apesar de o processo de eliminação de centrais nucleares ter sido hoje posto em marcha, as autoridades alemãs ainda não encontraram alternativas para este tipo de produção de energia eléctrica (responsável por um terço das necessidades energéticas do país) e também ainda não explicaram como vão cumprir as metas de emissões de gases causadores do efeito de estufa, que aumentarão com o provável recurso a combustíveis fósseis.
Tal como a Alemanha, também a Bélgica e a Suécia anunciaram planos para encerrar as respectivas centrais nucleares. No entanto, os suecos só encerraram um reactor e têm vindo a adiar o encerramento de mais, debatendo-se com a forte oposição da indústria energética.
França, onde as centrais nucleares produzem 80% da electricidade consumida no país, e Reino Unido mantêm aberta a opção de construir novas centrais atómicas, para substituir as que serão encerradas – por envelhecimento – nas próximas duas décadas. A Finlândia é o único país na Europa Ocidental que mantém uma política activa de expansão da sua indústria nuclear, preparando-se para construir um quinto reactor.
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