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Correio da Manhã

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Alemanha: Fisco com menos 24 mil milhões

O governo resultante da nova coligação chefiada pela chanceler Angela Merkel foi ontem parcialmente anunciado, a par da revelação de uma descida de impostos maciça, equivalente a uma perda de receita anual na ordem dos 24 mil milhões de euros.
25 de Outubro de 2009 às 00:30
Guido Westerwelle à direita de Angela Merkel no momento do anúncio do novo pacto de governação
Guido Westerwelle à direita de Angela Merkel no momento do anúncio do novo pacto de governação FOTO: Klaus-Dietmar Gabbert/ EPA

“O novo governo mantém a palavra. Não aumentaremos os impostos nem a despesa pública, centrando a nossa aposta no crescimento. Dessa forma aliviamos os cidadãos.” Foi assim que Merkel resumiu as intenções do plano fiscal, resultado de três semanas de negociações com o Partido Democrata Liberal (FDP) de Guido Westerwelle, futuro vice-chanceler e ministro dos Negócios Estrangeiros.

O plano contempla um aumento do apoio às famílias com filhos e uma descida dos impostos de empresas e trabalhadores, bem como a redução do imposto sucessório. A despesa social cresce também graças ao aumento do subsídio de desemprego. O montante do corte fiscal deve-se à pressão do FDP, que forçou Angela Merkel a ir mais longe do que desejava.

O novo governo entrará em funções no início do próximo mês, herdando o poder da coligação dos democratas-cristãos de Angela Merkel com os sociais-democratas.

PORMENORES

MINISTRO POLÉMICO

Guido Westerwelle, líder dos liberais, vai chefiar a diplomacia alemã apesar do coro de alerta que lembrou os problemas que pode causar por ser homossexual assumido e alguém que gosta de escândalos. Para tornar o partido conhecido participou no ‘Big Brother’ de 2001.

VERDES INDECISOS

O Congresso nacional de hoje dos Verdes alemães está marcado pelo debate das futuras alianças do partido. Em cima da mesa está a possibilidade de o partido abrir as portas a acordos com o novo governo de Direita.

RICOS ALEMÃES QUEREM PAGAR MAIS IMPOSTOS

Um grupo de 44 ricos alemães iniciou uma campanha para convencer a chanceler Angela Merkela aumentar a carga fiscal sobre os mais privilegiados. Os membros do grupo admitem ter mais dinheiro do que o necessário, e afirmam-se dispostos a contribuir com o excedente para financiar programas sociais e económicos que ajudem na recuperação da economia alemã. A Merkel lembram que se a sua ideia for aceite o Estado alemão pode embolsar cem mil milhões de euros em dois anos. A invulgar iniciativa prova que nem sempre os mais abonados fogem dos impostos como o Diabo da Cruz.

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