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Correio da Manhã

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Aliados silenciam forças de Kadhafi

Aviões de guerra da coligação multinacional silenciaram ontem artilharia e tanques de Muammar Kadhafi no bastião rebelde de Misrata, que estava sob cerco e a ser bombardeado há vários dias.
24 de Março de 2011 às 00:30
Rebeldes junto aos destroços de um tanque nos arredores do bastião rebelde de Benghazi
Rebeldes junto aos destroços de um tanque nos arredores do bastião rebelde de Benghazi FOTO: Suhaib Salem/Reuters

Um comandante britânico afirmou mesmo que a força aérea líbia já está aniquilada. Uma vitória que poderá contribuir para terminar com as divisões entre os governos ocidentais, que não conseguem acordo quanto ao papel da NATO na ofensiva.

As forças aliadas obrigaram as forças de Kadhafi em Misrata a recuar, depois de tanques líbios terem dizimado dezenas de combatentes naquele bastião rebelde, onde os habitantes relatam verdadeiros massacres.

Mas os combates entre rebeldes e forças do regime prosseguem, nomeadamente em Ajdabiya, região leste, e também em Zintam, junto à fronteira com a Tunísia. Os bombardeamentos da coligação internacional continuam, e na capital, Tripoli, foram ouvidas pelo menos duas explosões antes do amanhecer.

Com a zona de exclusão aérea alargada a toda a faixa litoral do país, a coligação continua porém sem conseguir entender-se sobre quem recai o comando. Os EUA já fizeram saber que vão entregar a liderança das operações militares, resta saber a quem. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, afirma que a NATO deverá ter apenas um papel de coordenação, e anunciou que os chefes das diplomacias dos países da coligação reunirão na terça-feira em Londres.

Segundo foi ontem à noite anunciado, no enconttro na capital britânica estarão ainda presentes a União Africana e a Liga Árabe, além de representantes de outros países europeus e não só.

FORÇAS SÍRIAS MATAM SEIS NUMA MESQUITA

Pelo menos seis pessoas morreram ontem num ataque das forças governamentais contra uma mesquita em Deraa, Sul da Síria, palco de protestos contra o presidente Bashar al-Assad, um dos mais próximos aliados do Irão, com papel determinante no Líbano e apoiante de grupos anti-Israel.

Após o ataque, a polícia disparou contra centenas de jovens que protestavam contra a chacina na mesquita. Segundo fontes não oficiais, a intervenção policial contra os manifestante poderá ter causado mais mortos.

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