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Amazónia bate recorde de incêndios em julho

Mês foi o pior dos últimos 15 anos com registo de 5318 incêndios na região, dos quais 1007 foram apenas na quinta-feira, dia 30.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 2 de Agosto de 2020 às 10:01
Maioria dos incêndios é provocada por invasores que desmatam a floresta para extraírem ilegalmente madeira
Maioria dos incêndios é provocada por invasores que desmatam a floresta para extraírem ilegalmente madeira FOTO: EPA
Os incêndios na Amazónia, no Brasil, no mês de julho foram os piores dos últimos 15 anos. A informação foi avançada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que identificou a passada quinta-feira, 30, como o dia de um mês de julho em que houve mais focos de incêndio monitorizados na Amazónia desde 2005. Nesse dia, segundo os dados do INPE, a região florestal registou 1007 incêndios. Nesses fogos, milhares de árvores centenárias foram destruídas, animais morreram e verificou-se também o êxodo de povos indígenas, temerosos do fogo e das armas dos invasores das suas terras.

Em julho do ano passado, que já tinha batido todos os recordes de incêndio na floresta e cujas imagens provocaram indignação por todo o Mundo, enquanto o governo brasileiro desmentia a gravidade da situação, a região teve 5318 incêndios. Já em julho deste ano, sem contar o dia 31, que ainda não tem dados processados, registaram-se 6091 incêndios. Boa parte dos quais foram provocados por invasores que desmatam a floresta para instalarem propriedades agrícolas, extraírem ilegalmente madeira ou abrirem clareiras para encontrar ouro no subsolo.

O presidente Jair Bolsonaro continua a negar a gravidade da situação: “Não é que estamos indo bem, tem coisas para fazer. Mas não é esse trauma todo que fazem contra o Brasil”, disse recentemente, enquanto rejeitou as críticas da Europa, que acusa de ser uma “seita ambiental”.
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