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Ambientalista que denunciou exploração mineira é morto na Amazónia

Paulo Sérgio de Almeida Nascimento foi assassinado a tiro.

Um ambientalista que há semanas denunciava os descarregamentos tóxicos de uma exploração mineira da Noruega que atua em Barcarena, no interior do estado brasileiro do Pará, foi assassinado a tiro na madrugada de segunda-feira na zona rural daquela cidade no coração da floresta amazónica.

Paulo Sérgio de Almeida Nascimento era um dos directores da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazónia, Cainquilama, uma entidade que luta pelos direitos dos moradores locais, índios e descendentes de escravos.

Paulo Sérgio foi executado a meio da madrugada quando saiu do casebre onde vivia, numa área isolada no meio da mata, para ir à casa de banho, que fica no lado de fora da habitação, algo comum na região. Atiradores que estavam emboscados na mata, no meio da escuridão, aparentemente há espera de uma oportunidade como essa, abriram fogo contra o ambientalista, abatido com vários tiros.

A polícia não avança muitos detalhes sobre a investigação, até porque há diversas denúncias de que o ambientalista estava a ser ameaçado por agentes e que o crime pode ter sido mesmo cometido por polícias, vários dos quais são acusados de trabalharem para a exploração mineira a fazer segurança ilegal.

Uma testemunha, uma pessoa que estava na casa com Paulo Sérgio e que conseguiu fugir pela floresta, afirmou que um carro da polícia, parado num ponto mais distante do local onde o crime foi cometido, fazia aparentemente escolta ao carro em que os assassinos fugiram.

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