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“Ameaça credível” alarma América

"Não há espingardas a fumegar, mas devemos falar de carros-bomba", observou o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ontem, ao ser entrevistado no ‘Good Morning America’, da ABC News. Foi a primeira confirmação, a alto nível, de que o país atacado a 11 de Setembro de 2001 estará em segurança máxima até segunda--feira. Uma "ameaça credível" que coloca de novo a América em sobressalto.
10 de Setembro de 2011 às 00:30
Segurança reforçada em redor do Memorial 9/11, primeira edificação no terreno das antigas Torres Gémeas. O Memorial 9/11, a inaugurar amanhã, inclui fontes e lagos e convida à reflexão.
Segurança reforçada em redor do Memorial 9/11, primeira edificação no terreno das antigas Torres Gémeas. O Memorial 9/11, a inaugurar amanhã, inclui fontes e lagos e convida à reflexão. FOTO: Jim Young/Reuters

O alerta, que em Nova Iorque obriga os polícias a quatro horas extraordinárias, foi emitido após ter sido apanhada uma gravação no Paquistão sobre atentados a realizar por estes dias nas cidades mártires de há dez anos. Biden afirmou que se tratava de informações "específicas e nesse sentido credíveis. mas sem certezas". Fonte oficiosa revelou mais tarde que as suspeitas envolvem al-Zawahiri, sucessor Bin Laden na al-Qaeda.

Em Nova Iorque, onde a presença policial se tornou notória, sobretudo na zona do World Trade Center (onde amanhã será inaugurado o Memorial 9/11) Hillary Clinton, secretária de Estado, foi peremptória: "A informação específica, credível, mas não confirmada, revela que a al-Qaeda está a tentar outra vez causar danos aos americanos e, em especial, alvejar Nova Iorque e Washington." Foi quanto bastou para colocar mais polícias nas ruas, revista de sacos nas estações de metro e comboios e vistoria de furgonetas de caixa fechada.

O mayor da cidade, Michael Bloomberg, utilizou como de costume o metropolitano para ir trabalhar na câmara, perto do WTC e reagiu com convicção: "Não queremos que a al-Qaeda nos leve a liberdade."

As suspeitas centram-se na hipótese de ataque com carros--bomba e envolvem detenções de três pessoas em Otava, Canadá, com mil quilos de explosivos, e duas em Berlim, Alemanha.

BEIRUTE INSPIROU HORROR

O alarme sobre a preparação de ataques terroristas contra os EUA pela al-Qaeda foi dado pela CIA em Dezembro de 1998. A agência informou até o presidente Clinton de que o grupo de Bin Laden, também autor dos ataques às embaixadas americanas em Dar-es-Salaam e Nairobi, em Agosto desse ano, treinava militantes para o desvio de aviões. O 11 de Setembro estava ainda há mais tempo na cabeça do terrorista. Segundo contou, a ideia surgiu-lhe ao ver os bombardeamentos dos prédios altos de Beirute, quando Israel invadiu o Líbano em 1982.

Bin Laden entrou na lista dos 10 Mais Procurados pelo FBI em Junho 1999. Após o 11/9, o presidente Bush disse à ‘cowboy' que o queria ‘vivo ou morto'. Teve de esperar até Maio deste ano.

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