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Correio da Manhã

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AMERICANOS LIBERTAM ALI, O CÓMICO

O ministro da Informação do regime de Saddam Hussein foi interrogado pelos norte-americanos em Bagdad e depois posto em liberdade. O próprio Mohammed Saeed al-Sahaf, mais conhecido por “Ali, o Cómico”, contou a sua versão dos acontecimentos, em entrevista à televisão al-Arabiya.
26 de Junho de 2003 às 19:42
Mohammed Saeed al-Sahaf
Mohammed Saeed al-Sahaf
Al-Sahaf, ‘Ali, o Cómico’, ganhou fama em todo o Mundo pelos constantes negações dos progressos da ofensiva norte-americana. Quando as tropas de George W. Bush estavam às portas de Bagdad, o ministro iraquiano jurava aos jornalistas ocidentais que os norte-americanos caminhavam para a sua própria morte. As conferências de imprensa diárias feitas na capital iraquiana pelo ministro al-Sahaf tornaram-se num ícone de descompressão e transformaram o ministro iraquiano numa espécie de ‘bobo da corte’ aos olhos do Mundo. Após o fim das hostilidades, bonecos e estampados com a figura de ‘Ali, o Cómico’ apareceram à venda em diversos países e até se formaram diversos clubes de fãs na Internet.
Ontem, o jornal britânico “Daily Mirror” noticiou que al-Sahaf tinha sido capturado por militares norte-americanos em casa de familiares, nos subúrbios de Bagdad. O comando militar norte-americano não confirmou a notícia, mas o próprio al-Sahaf contou a história, hoje, frente às câmaras da televisão al-Arabiya. A versão do ministro vale o que valeram as suas declarações inflamadas de vitória durante a guerra que os iraquianos estavam a perder. Al-Sahaf disse que foi ele mesmo quem tomou a iniciativa de se entregar aos militares norte-americanos em Bagdad, que o interrogaram e puseram em liberdade, já que o seu nome não consta da famosa lista do baralho de cartas, com os 55 nomes das figuras do regime de Saddam Hussein procuradas pelos americanos.
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