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Correio da Manhã

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Analista brasileiro suspeito de colaborar com CIA

Informação transmitida à CIA motivou despedimento na Agência Brasileira de Inteligência.
27 de Outubro de 2013 às 23:32
Dilma Rousseff classificou as vigilâncias norte-americanas como uma "violação à soberania do país, uma afronta e uma falta de respeito"
Dilma Rousseff classificou as vigilâncias norte-americanas como uma 'violação à soberania do país, uma afronta e uma falta de respeito' FOTO:  Reuters

No Brasil, um analista foi despedido por suspeita de transmissão de informação confidencial da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) à norte-americana CIA. A notícia é avançada pelo jornal 'Estado de São Paulo'.

A investigação foi iniciada em 2012, quando a ABIN detetou que o analista tinha na sua posse documentos que não seriam suposto ser do seu conhecimento. Segundo o diário brasileiro, foi-lhe oferecido um posto diplomático na embaixada dos Estados Unidos, na capital brasileira, em troca de informações sobre a atuação do governo brasileiro na Fronteira Tripla (que separa Brasil, Argentina e Paraguai).

Apesar do despedimento, não foi aberto qualquer processo ao analista em causa para não prejudicar mais a imagem da ABIN.

Este é mais um episódio que alimenta a polémica em torno dos casos de espionagem norte-americana sobre vários países, incluindo o Brasil, algo que já levou Dilma Rousseff a protestar junto das Nações Unidas. Para a presidente brasileira, estas vigilâncias colocam em causa a soberania do seu país.

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