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Correio da Manhã

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Angola e Guiné entre os piores

Angola e Guiné-Bissau estão entre os dez países onde as mulheres correm maior risco de morrer durante o parto ou devido a complicações associadas à gravidez, segundo o relatório da UNICEF sobre a Situação Mundial da Infância 2009, ontem divulgado. Os restantes oito países em que a situação é igualmente preocupante são o Afeganistão, o Níger, a Serra Leoa, o Chade, a Libéria, a Somália, República Democrática do Congo e Mali.
17 de Janeiro de 2009 às 00:30
As mulheres africanas correm maior risco de morte durante o parto
As mulheres africanas correm maior risco de morte durante o parto FOTO: Epa

Paralelamente, ainda de acordo com o documento, uma criança nascida num país em desenvolvimento tem quase 14 vezes mais probabilidades de morrer durante o primeiro mês de vida do que outra nascida num país desenvolvido.

Recorde-se que no relatório da ONU sobre a população, divulgado em Novembro passado, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau figuravam entre os países com piores taxas de mortalidade infantil e materna. Segundo este documento, em cada mil crianças nascidas em Angola 131 morrem antes de atingir o primeiro ano de vida, o que representa a taxa mais elevada entre os países lusófonos e mesmo de toda a África Austral. Em Moçambique morrem 95 crianças por cada mil e na Guiné-Bissau 112.

É na África e na Ásia que ocorrem 95% das mortes maternas e 90% da mortalidade neonatal. Para reduzir estas taxas, a UNICEF recomenda a disponibilização de serviços de saúde essenciais de forma continuada, nomeadamente através de postos de atendimento móveis. O relatório conclui que os serviços de saúde são mais eficazes quando é promovida a educação das mulheres.

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