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Angola: Polícia agiu dentro da lei

O ministro do Interior de Angola, Sebastião Martins, defendeu que a Polícia Nacional agiu de acordo com a lei na manifestação de sábado passado, em Luanda, na qual foram detidos 21 jovens.
10 de Setembro de 2011 às 14:25
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angola, manifestação, jovens, autoridades, polícia, ministro, governo FOTO: d.r.

À margem da inauguração de uma ala do Estabelecimento Prisional de Viana, na sexta-feira, o ministro defendeu que a actuação da polícia teve por objectivo "repor a ordem e a tranquilidade públicas". Sebastião Martins esclareceu que a manifestação foi autorizada entre as 13h00 e as 00h00, mas sublinhou que os organizadores não respeitaram esse horário.  

O ministro disse ainda que os manifestantes não respeitaram as regras básicas de civismo e de bom comportamento.  

"Os manifestantes, ao marcharem do [antigo largo] Primeiro de Maio, na tentativa de seguirem até ao Palácio [Presidencial], criaram embaraços na rua, usaram palavras ofensivas à dignidade das pessoas e amolgaram viaturas, situação que criou desordem pública e alterou o sentido da marcha", disse. 

Lembrando que Angola é um país onde as normas e princípios constitucionais são respeitados, o ministro defendeu que a "polícia não actuou com tanta violência como parece, porque de noite até já estavam casais a tirar fotografias" no referido largo. Sebastião Martins argumentou que muitos cidadãos se "sentiram ameaçados" e agradeceram à polícia pela sua intervenção.  

O governante recusou também a ideia de que não há democracia no país, afirmando que se "Angola fosse um Estado onde houvesse um défice acentuado de democracia, como se costuma dizer, aquelas manifestações não seriam possíveis". 

"A manifestação é prova da vitalidade da democracia", acrescentou o ministro, apelando aos manifestantes que se manifestem mas "respeitando os outros milhões que não se revêem nela".  

No sábado passado foram detidos em Luanda 21 jovens que se manifestaram contra o Presidente José Eduardo dos Santos, num tumulto que originou ferimentos em manifestantes, bem como em jornalistas que faziam a cobertura dos protestos.

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