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Correio da Manhã

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ANNAN DIZ QUE GUERRA NO IRAQUE FOI ILEGAL

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, afirmou quarta-feira, em declarações prestadas à rádio BBC, que a invasão do Iraque perpetrada pela coligação liderada pelos Estados Unidos da América foi uma acção “ilegal” que violou a carta da ONU, sublinhando que a comunidade internacional aprendeu “duras lições” desde o início da guerra, em Março de 2003.
16 de Setembro de 2004 às 08:52
Kofi Annan
Kofi Annan FOTO: d.r.
Para Kofi Annan, a intervenção armada no Iraque deveria ter sido decidida pelos 15 estados membros do Conselho de Segurança da ONU e não de modo unilateral pelos EUA, como aconteceu. “Sou daqueles que acreditam que deveria ter havido uma segunda resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas a autorizar a invasão dos EUA que destronou o regime de Saddam Hussein”, precisou.
Na entrevista concedida à BBC, Annan confessou ainda o seu receio de que as eleições gerais previstas no Iraque no início do próximo ano não possam realizar-se, a menos que a segurança no país venha a melhorar de forma considerável nos próximos meses.
As declarações polémicas do secretário-geral das Nações Unidas já mereceram críticas por parte do primeiro-ministro australiano, John Howard, um dos principais aliados da política para o Iraque implementada pelo presidente norte-americano, George W. Bush.
O governante australiano defendeu a validade da operação no Iraque. “Na altura, o conselho jurídico que obtivemos junto de pessoas qualificadas era de que esta acção era completamente válida em termos de direito internacional”, declarou John Howard.
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