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António Venâncio entregou candidatura à liderança do angolano MPLA

Processo, com mais de 6 mil assinaturas, foi submetido pelo seu mandatário, Hélder Ludi.

23 de outubro de 2026 às 16:40

A candidatura de António Venâncio à liderança do MPLA, partido no poder em Angola, foi esta sexta-feira entregue à subcomissão de candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX congresso ordinário marcado para 09 e 10 de dezembro próximo.

O processo, com mais de 6 mil assinaturas, foi submetido pelo seu mandatário, Hélder Ludi, que justificou a ausência do pré-candidato António Venâncio, militante do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) há mais de 50 anos, por questões de agenda.

A dois dias de encerrar o prazo estabelecido para a entrega de candidaturas, as fichas de subscrições recolhidas chegaram em quatro caixas, que continham 34 pastas, tendo sido entregues à subcomissão de candidaturas 30.

Em declarações à imprensa, Hélder Ludi manifestou-se confiante num "excelente resultado" pelo trabalho desenvolvido pelas 21 províncias do país.

"Foi muito bom e prazeroso ir às bases recolher as subscrições e também mensurar a sensibilidade do ponto de vista de educação política, patriótica (...). Cá estamos com o espírito bastante animado e acreditamos que teremos bons êxitos", referiu.

Segundo o mandatário do pré-candidato António Venâncio, no ato de entrega do processo ficou por apresentar a declaração de aceitação, insuficiência que deverá ser suprida ainda esta sexta-feira.

Hélder Ludi apontou a falta de transporte como o principal desafio na tarefa de recolha de assinaturas,

Instado a comentar a rejeição da candidatura do general na reforma Higino Carneiro, o mandatário de António Venâncio escusou-se a comentar, manifestando solidariedade a todos os candidatos, porque "o que interessa acima de tudo é a coesão e harmonia do partido".

"Não podemos ficar desanimados, o partido é plural, o MPLA é um partido extremamente maduro, extremamente responsável, e acreditamos que há de dar tratamento correto, necessário, a todos aqueles que se propuseram a enveredar para esta corrida ao cadeirão máximo do partido", acrescentou.

Até agora submeteram as suas candidaturas à presidência do partido, o atual líder e Presidente da República, João Lourenço, o general na reserva Higino Carneiro, que viu a sua candidatura chumbada por supostas irregularidades no processo, e o engenheiro António Venâncio.

Na quarta-feira, o Comité Central do MPLA manteve a decisão, após recurso hierárquico apresentado por Higino Carneiro, que declara nula a sua candidatura à liderança desta organização política, decidindo ainda instaurar-lhe um processo disciplinar e comunicar à Procuradoria-Geral da República a "existência de fortes inícios da prática de crimes de falsificação de documentos".

Até à presente data está validada a candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do MPLA, após a aprovação de 98,10% das subscrições apresentadas.

A verificação da conformidade das candidaturas ao congresso de dezembro acontece entre 26 de outubro e 01 de novembro, a notificação aos candidatos sobre a validade ou nulidade das candidaturas de 02 a 05 de novembro e a campanha eleitoral vai decorrer entre 06 de novembro e 07 de dezembro, conforme calendário apresentado em abril passado pela subcomissão de candidaturas.

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