"Em última análise, isso é mau para os consumidores e para quem paga impostos", justificou Johan Lundgren.
O presidente executivo da transportadora britânica easyJet defendeu esta terça-feira, em Faro, que as ajudas estatais às companhias aéreas devem ser "transparentes" e "monitorizadas" para evitar que sejam usadas para "lutar" por quotas de mercado.
"[O processo] precisa de ser monitorizado, transparente e [os fundos estatais] devem ser usados para algo que não distorça o mercado, porque, em última análise, isso é mau para os consumidores e para quem paga impostos", afirmou à Lusa Johan Lundgren, à margem da inauguração da base da companhia aérea britânica em Faro.
Questionado pela Lusa sobre se a injeção de verbas públicas por parte do Estado português para garantir a liquidez da TAP, Lundgren reconheceu que não é um "fenómeno novo" e que "há muitas companhias europeias" nessa situação, mas considerou "inaceitável" que essas ajudas possam contribuir para promover a distorção do mercado.
"Quando algumas companhias decidem usar esses fundos para lutar por quotas de mercado, ou fazem algo que distorce o mercado, por terem fundos que antes não tinham disponíveis, isso é algo a que eu sou completamente contra", frisou.
Admitindo que todas as companhias tiveram, em algum momento, algum tipo de apoio, sublinhou que "os níveis são tremendamente diferentes", manifestando-se "preocupado" com a diferença de montantes atribuídos, que "não estão disponíveis para todos".
Sobre a sua expectativa para o setor aéreo após a pandemia de Covid-19, o presidente da easyJet disse considerar que, comparando com crises anteriores, a diferença, desta vez, é que o foco será muito mais nos clientes e na sustentabilidade.
"Os clientes vão fazer escolhas mais conscientes relativamente às companhias aéreas em que viajam e que tipo de serviço representa o menor impacto no ambiente", referiu, sublinhando que a easyJet "foi a primeira companhia no mundo" a incorporar preocupações ambientais, no final de 2019.
Johan Lundgren notou que as pessoas estão "ansiosas" por poder voltar a viajar, dando como exemplo a grande procura por voos quando Portugal foi integrado na 'lista verde' do Reino Unido, o que levou a companhia a aumentar os lugares disponíveis.
"Quando Portugal foi integrado na lista verde pusemos 80 mil lugares adicionais em 24 horas e vendemos 45 mil nas primeiras cinco, seis horas", ilustrou.
Segundo Johan Lundgren, desde 1999, altura em que a easyJet começou a voar para Faro, a companhia já transportou mais de 20 milhões de passageiros para a capital algarvia.
A easyJet inaugurou esta terça-feira a sua nova base no aeroporto de Faro, numa cerimónia que contou com a presença dos ministros da Economia, Pedro Siza Vieira, e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.
A base é de caráter sazonal e estará em atividade entre março e outubro, tendo três aviões A320 alocados, que vão voar para 21 rotas, cinco das quais novas: Zurique (Suíça), Munique (Alemanha), Lille e Toulouse (França) e Luxemburgo.
Esta é a terceira base da easyJet em Portugal, depois de Lisboa, em 2012, e do Porto, em 2015.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.