Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

ARÁBIA SAUDITA APOIA

A decisão foi revelada durante uma entrevista à cadeia de Televisão CNN pelo chefe da diplomacia saudita, Saud al-Faisal, que embora tenha insistido no regresso dos inspectores, deixou claro que as forças norte-americanas teriam acesso às bases no seu país desde que o ataque contra o Iraque tivesse o beneplácito do Conselho de Segurança da ONU.
16 de Setembro de 2002 às 21:01
Negando que tenha havido uma alteração de posição, o príncipe Saud argumentou que o seu país é obrigado a obedecer ao Capítulo Sétimo da Carta das Nações Unidas, que autoriza o uso da força no caso de haver uma ameaça à paz e segurança internacionais. “Se a ONU tomar a decisão, todos os países que assinaram a Carta terão de ajudar a implementá-la”.

O anúncio de Riade revela que a administração George W. Bush está a conseguir vencer resistências de vários países com as suas agressivas diligências diplomáticas.

Ainda ontem, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, regressou a Nova Iorque para aumentar a pressão sobre a ONU no sentido de agir rapidamente e com firmeza. Powell quer o caso Iraque “resolvido”, por assim dizer, em semanas, pelo que fez questão de lembrar que o presidente norte-americano está disposto a avançar sozinho, se a ONU não for firme.

Corroborando a determinação de George W. Bush, Condoleeza Rice, conselheira para a Segurança Nacional, declarou que a mudança do regime iraquiano continua a ser uma prioridade na política externa dos Estados Unidos, havendo pouca esperança de que Bagdad cumpra alguma vez as resoluções da ONU.

Os apoios e as despesas

Grécia diz ‘não’

A Grécia recusou participar nas operações militares contra o Iraque, mesmo que sejam legitimadas pela ONU. É o primeiro país europeu a demarcar-se do ataque. Recorde-se que na Guerra do Golfo, Atenas recusara qualquer participação nas operações militares, mas autorizara a utilização de certas instalações.

Os custos da guerra

Os Estados Unidos poderão ter

de despender entre 100 e 200 milhões de dólares (entre 102 e 204 milhões de euros) numa guerra contra o Iraque. Os cálculos foram feitos por Lawrence Linsey, principal conselheiro económico da Casa Branca, ontem citado pelo 'Wall Street Journal'.
Ver comentários