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Correio da Manhã

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ARAFAT ESPERA TRÉGUAS PALESTINIANAS

O presidente palestiniano, Yasser Arafat, afirmou estar esperançado em como as organizações radicais palestinianas declarem “nas próximas horas” um período de tréguas, mas fontes desses mesmos grupos contrapuseram que o anúncio do acordo poderá demorar alguns dias, apesar de reconhecerem que as negociações estão a avançar a bom ritmo.
26 de Junho de 2003 às 19:24
Yasser Arafat
Yasser Arafat
A necessidade de tréguas, para a implementação adequada do Roteiro da Paz, decorre contra o ritmo de ódio e vingança que marca o passar do tempo na região. Um segurança israelita foi esta quinta-feira morto a tiro por um operacional das Brigadas Mártires de al-Aqsa, braço armado da Fatah, facção de Arafat na Organização de Libertação da Palestina (OLP), AS brigadas reivindicaram a acção, alegando ser uma resposta aos recentes ataques de Israel para eliminação preventiva de radicais palestinianos.
Apesar de a violência continuar a reclamar diariamente vidas na região, facto é que as principais organizações radicais palestinianas – Hamas, Jihad Islâmica e Brigadas Mártires de al-Aqsa – mantêm desde há mais de 24 horas contactos entre os seus líderes, para tentar materializar as tréguas pedidas pelo primeiro-ministro palestiniano, Mahmoud Abbas. Segundo notícias soltas, que vão correndo à margem das negociações confidenciais entre os líderes das referidas organizações, as tréguas a decretar pelos palestinianos nos ataques contra alvos israelitas terão a duração de 90 dias e exigirão reciprocidade da parte de Israel.
Esta manhã, quando jornalistas questionaram o presidente palestiniano sobre as tréguas em perspectiva, Arafat respondeu: “Não foram determinadas oficialmente, mas esperamos que sejam anunciadas nas próximas horas”. E as horas foram passando sem o anúncio, dando mais força à reacção de um elemento da Fatah. Qadoura disse que as negociações atingiram já um nível avançado, mas que o acordo só deve ser anunciado nos “próximos dias”. Será, então, uma questão de dias, e não de horas, tempo que o ódio não deixará passar em branco.
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