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Arena da Amazónia inaugurada com falhas

Estádio onde Portugal se vai estrear no Mundial do Brasil foi inaugurado com falhas.

11 de março de 2014 às 17:39

O estádio onde Portugal vai estrear no Mundial da Fifa, dia 22 de Junho, contra os EUA, foi inaugurado oficialmente neste domingo em Manaus, capital do estado brasileiro do Amazonas.

A Arena da Amazônia recebeu elogios do público pela sua beleza e colorido, mas também críticas por diversas falhas.

O calor intenso e abafado que se faz sentir em Manaus, foi uma das maiores reclamações do público após o jogo, pois o ar condicionado de várias áreas não funcionou e o sistema de ventilação das casas de banho mostrou-se ineficaz.

Filas enormes também marcaram a inauguração, quer para se aceder ao estádio quer para se comprar uma simples sandes, no intervalo do jogo entre o Nacional, de Manaus, e o Remo, da cidade de Belém, capital do estado do Pará, que terminou empatada em 2 a 2.

Várias paredes também apresentavam um acabamento grosseiro, apenas no cimento, e por todo o lado baldes foram colocados para receberem a água de goteiras no teto do estádio novinho em folha. Uma barra de ferro que sustentava uma cobertura plástica também foi facilmente arrancada por um espectador, que a arremessou para trás da baliza da equipa adversária, revelando que novas medidas de segurança são necessárias.

Para o governador do Amazonas, Omar Aziz, essas falhas já eram previstas e serão sanadas até ao início da competição, em Junho. Segundo o governante regional, só depois de se mudar para uma casa é que o dono percebe os ajustes que ainda são necessários.

Neste primeiro teste da moderna arena, foram vendidos 13.500 bilhetes, e outros 10 mil foram distribuídos gratuitamente a trabalhadores que participaram na construção do estádio e às suas famílias. Dois novos testes ainda serão realizados, o segundo, no próximo sábado, com a presença de 30 mil espectadores, e o terceiro e último, com a arena recebendo a sua capacidade máxima, 44.500 pessoas.

Com a cobertura em forma de cesto, numa referência ao artesanato feito pelos índios da Amazônia, o estádio tem as cadeiras individuais em cores que representam as frutas da região e uma infraestrutura moderna, quer para o público, quer para os jogadores.

O relvado tem 105 metros de comprimento por 68 de largura, e um tecto retráctil protegerá tanto do sol intenso, sem impedir a passagem da luminosidade, quanto da chuva torrencial que costuma castigar a região em algumas épocas do ano.

Tendo custado aproximadamente 209 milhões de euros, a Arena da Amazônia teve a sua inauguração adiada por duas vezes devido a vários problemas ocorridos ao longo dos quatro anos de obras, período em que quatro trabalhadores morreram em acidentes distintos, o último deles, em Fevereiro, o português de Ponte de Sor António José Pita Martins.

O estádio é o nono dos 12 previstos para o Mundial a ser entregue, faltando ainda o da partida inaugural da competição, o Itaquerão, em São Paulo, a Arena do Pantanal, em Cuiabá, no estado de Mato Grosso, e a Arena da Baixada, em Curitiba, no estado do Paraná, sul do Brasil.

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