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Argélia permite entrada de quatro dos 13 jornalistas marroquinos retidos no aeroporto

Repórteres viajaram para A cidade para cobrir os XIX Jogos Mediterrânicos que se realizam entre 25 de junho e 06 de julho.
Lusa 24 de Junho de 2022 às 00:13
Bandeira da Argélia
Bandeira da Argélia FOTO: Reuters
As autoridades argelinas permitiram esta quinta-feira a entrada no país de quatro dos 13 jornalistas marroquinos que se encontravam retidos desde quarta-feira no aeroporto de Oran.

Os repórteres viajaram para aquela cidade para cobrir os XIX Jogos Mediterrânicos que se realizam a cidade, entre 25 de junho e 06 de julho.

Segundo disse à Efe uma fonte local, o material audiovisual dos quatro jornalistas, funcionários da televisão pública "2M", foi confiscado à chegada, sendo ainda desconhecidos os motivos desta decisão.

Um dos visados, o redator do diário eletrónico "hepress.com", Hamza Chtiui, confirmou que todos estavam desde as seis da tarde do dia anterior no aeroporto, quando os funcionários da alfândega lhes pediram os passaportes para uma operação que, segundo lhes disseram, duraria uns minutos.

Desde então, indicou Chtiui, não poderam recuperar os documentos de identidade, nem receberam comida nem bebida de nenhum tipo, o que causou problemas de saúde a um deles.

Fonte da delegação deportiva marroquina assegurou à agência espanhola ter toda a documentação em dia e haver obtido una confirmação prévia para as acreditações de imprensa.

Por seu lado, a Aliança Marroquina de Jornalistas Desportivos denunciou esta quinta-feira, em comunicado, o seu "grande assombro e profundo desgosto" pelo tratamento "incompreensível e inaceitável" das autoridades perante a delegação de repórteres que, afirmou, está "acreditada de forma oficial" para cobrir o evento desportivo.

A Argélia acolhe pela segunda vez os Jogos do Mediterrâneo, que contarão com a participação de um total de 26 países, entre os quais Espanha.

A Argélia e Marrocos, cujas fronteiras terrestres se mantêm encerradas desde 1994, têm há décadas uma difícil relação diplomática com a questão de fundo do Sahara Ocidental e, em agosto, Argel cortou todas as relações diplomáticas com Rabat.

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