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Correio da Manhã

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ARGENTINOS NAS RUAS CONTRA A CRISE

Milhares de argentinos saíram ontem às ruas, no Dia da Independência, para protestarem contra a grave crise económica em que a Argentina está mergulhada e exigirem medidas que permitem ultrapassar a situação, naquela que foi a segunda maior manifestação realizada nos últimos tempos no país, após os protestos registados no final do ano passado.
10 de Julho de 2002 às 09:21
Eduardo Duhalde apelou à união dos argentinos
Eduardo Duhalde apelou à união dos argentinos
Gritando palavras de ordem e pedindo aos actuais governantes que abandonem os cargos, os manifestantes, entre os quais se encontravam muitos desempregados e jovens, concentraram-se na histórica Praça de Maio, onde estão situados os gabinetes do presidente, Eduardo Duhalde.

Numa cerimónia comemorativa do Dia da Independência, na cidade de Tucuman, 1.300 quilómetros a norte de Buenos Aires, o presidente argentino abandonou o seu habitual discurso optimista, para afirmar que o país “está em perigo” de desequilíbrio institucional e apelar aos argentinos que se unam para “refundar o país”.

“É inexplicável como tendo tanto potencial chegámos a esta situação.- Estamos em perigo. Dependerá de nós mesmos refundar esta nação ou perder tudo”, advertiu o presidente argentino, pedindo aos dirigentes políticos para “escutarem o chamamento do povo” e “deixarem de lado as suas ambições pessoais”.

Na mesma cidade onde a Argentina declarou a sua independência de Espanha em 9 de Julho de 1816, Duhalde sublinhou que só a união permitirá enfrentar “a fabulosa epopeia de reconstruir a pátria”, insistindo que os argentinos têm de chegar a acordo para recuperar o desejo de serem livres e soberanos, para, depois, poderem recuperar o país e construir um destino comum em que ninguém seja excluído.
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