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Correio da Manhã

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Armas mataram 38 mil

O arsenal de armas de fogo nas mãos de criminosos e cidadãos comuns causou a morte a mais de 38 mil pessoas no Brasil, no ano passado, 35 mil das quais assassinadas. As outras mortes referem-se a suicídios ou a acidentes por manuseamento indevido.

14 de Dezembro de 2011 às 01:00
Acção policial numa favela dominada por traficantes de armas
Acção policial numa favela dominada por traficantes de armas FOTO: Severino Silva/Reuters

Os números foram divulgados num relatório oficial do Ministério da Saúde brasileiro, no qual se afirma que, apesar do número elevadíssimo de mortes, registou-se, mesmo assim, um decréscimo em relação a 2009: nesse ano houve 39,6 mil vítimas mortais, das quais 36,6 mil assassinadas.

Para o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o elevado número de armas nas mãos de civis é também responsável pela matança, uma vez que muitas mortes não foram cometidas por criminosos. "[As mortes] acontecem, por exemplo, em acidentes domésticos, discussões em bares, na estrada, entre vizinhos", afirmou aquele responsável. "Muitas vezes, pessoas comuns sem cadastro acabam por, num momento de grande tensão, com uma arma na mão, dispararem sem pensar e acabam por matar alguém", acrescentou.

POLÍCIAS PRESOS POR VENDEREM ARMAS E DROGA

Treze polícias e cinco civis foram presos em várias cidades da área metropolitana do Rio de Janeiro acusados de vender armas e droga a traficantes. Segundo o governo estadual, os polícias, avisados por informadores onde havia armas e drogas, montavam falsas operações para apreenderem o material. Depois, vendiam os materiais confiscados a criminosos de outras favelas. Várias armas, droga e avultadas quantias em dinheiro foram apreendidas na operação, que culminou sete meses de investigações.

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